A poesia está no ar a partir deste domingo, num barco com navegação à vista até 2027
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A poesia está no ar a partir deste domingo, num barco com navegação à vista até 2027

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No Dia Mundial da Rádio, Oeiras celebra a vida da telefonia com um feito especial. Uma nova rádio vive neste domingo o seu dia zero, com a palavra como valor máximo. A TSF conversou com André Cunha, um dos fundadores da poesia.fm.

O entusiasmo é o de quem vê o trabalho de muitos meses finalmente a ganhar vida. "Estou com poucas horas de sono", confessa André Cunha, enquanto entramos em estúdio. A justificação é mais do que compreensível. Nos próximos dias há mais margem para respirar, até porque o trabalho intenso dos últimos tempos ganha vida este domingo. A poesia.fm está oficialmente no ar ou, com maior rigor, online, a partir deste domingo. Trata-se de uma "nova antena: de, sobre, ou simplesmente à procura da poesia".

É uma via que se abre neste domingo à palavra, e ao tempo para ter tempo de produzir conteúdos diferentes. Como resume André Cunha, falamos de "uma construção mais requintada, mais calma, mais madura, que faz falta à rádio apressada que temos atualmente". O projeto nasce à boleia da candidatura de Oeiras a Capital Europeia da Cultura 2027. Até lá, há ainda muita estrada para andar.

Um sonho antigo

O sonho de criar um projeto com estes contornos não é novo. "Se for preciso datar esse momento, falamos de 2014. Foi nesse ano que uma equipa, onde estou incluído, com a Oriana Alves, a primeira editora de audiolivros em Portugal, fez a "Terra do Som", o primeiro festival de rádio em Portugal, no Cinema de São Jorge. Desde essa altura a ideia ficou a pairar", afirma André.

A fórmula da rádio está cá, mas não falamos de um projeto com uma emissão contínua. Nas palavras da equipa fundadora do projeto, não se trata de uma emissão ininterrupta, mas de um "cuidado e variado arco-íris de podcasts para todos os ouvidos". A poesia.fm tem poucas horas de vida, mas nos primeiros momentos do projeto André Cunha deixa já uma piscadela de olho ao futuro. "Queremos que, muito em breve, alguma da nossa programação esteja em canal clássico, em FM. Queremos que uma rádio local em Freixo de Espada à Cinta possa ter interesse num programa A, uma rádio como a TSF possa ter interesse no programa B. É uma forma de fazermos uma rádio de que gostamos e partilhar esse privilégio com mais ouvintes", acrescenta o criador.

No dia do lançamento, os ouvintes podem começar a conhecer alguns dos formatos que vão ter presença assídua na grelha da poesia.fm. É o caso de "Poemário Esquisito", que todas as semanas vai contar com um poeta diferente, ou ainda de "Poemundo", programa que tem como primeiro convidado o jornalista da TSF Fernando Alves, que vai dar voz aos versos de Ruy Belo. "Nós dizemos que se chegarmos a 2027 e Oeiras for Capital Europeia da Cultura, queremos ser um barco da rádio, junto ao ilhéu do Bugio. Não é só uma metáfora", reafirma André. O barco começa a sua jornada neste domingo, com 2027 lá bem longe no horizonte.

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