Joana Espadinha: "Sempre tive o fantasma de que todos gostassem de mim"
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Joana Espadinha: "Sempre tive o fantasma de que todos gostassem de mim"

Joana Espadinha tem um microfone apontado à boca e perguntas para responder. Numa realidade paralela, poderia ser a cantora e compositora a segurar o gravador e a disparar questões - já que se licenciou em Direito, porque queria ser jornalista.

A artista que acaba de lançar o álbum "O Material Tem Sempre Razão" acredita que é fundamental "quebrar o preconceito de que uma pessoa só tem uma vocação ou um caminho".

É nos bastidores do festival Bons Sons, pouco tempo antes de subir a palco com Benjamim - o cantautor que produziu o seu disco -, que Joana Espadinha revela à TSF como se desviou dos planos desenhados na adolescência.

"Era uma péssima aluna e adormecia em todas as aulas na faculdade. Foi o Direito que me fez escolher a música, porque precisei de algo diferente. Sempre tinha gostado de cantar. Fui estudar Jazz para o Hot Clube e, a partir daí, nunca mais tive dúvidas."

Depois de estudar em Amesterdão, a cantora regressou a Portugal, onde foi "desviada para o pop", uma mudança de direção que a deixa muito "orgulhosa".

Se tivesse de descrever o novo álbum em poucas palavras, Joana Espadinha diria que se trata de "um disco de canções pop que tem muitas influências".

"Eu e o Benjamim costumamos dizer que é um disco de final dos anos 60, já início de 70, porque tem esse lado mais retro e depois o lado mais eighties (anos 80) em algumas músicas. É um álbum que tem canções para dançar e depois tem canções mais introspetivas ou melancólicas", resume.

Foi por sentir que "não é possível agradar a toda a gente" que a artista escreveu numa das suas canções a frase: "cão que ladra não se enquadra".

"Sempre tive o fantasma de deixar toda a gente bem e que todos gostassem de mim. Todos queremos que gostem de nós, mas acho que um artista tem de "refletir o tempo em que vive", como dizia a Nina Simone. E para o fazer às vezes tem de ser um bocadinho cáustico ou um bocadinho crítico. Às vezes, não nos enquadrarmos é bom, porque somos mais livres", remata.

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