Luísa Sobral: "Não sinto que as pessoas tenham necessidade de me categorizar"
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Luísa Sobral: "Não sinto que as pessoas tenham necessidade de me categorizar"

"Já anda." O bebé musical de Luísa Sobral nasceu há nove meses e a artista está orgulhosa e atenta, como uma mãe, ao crescimento do disco. "Rosa" - que é o nome do último álbum e também da filha - tem ensinado à cantautora que nem só de fado vive a música portuguesa tocada fora do país.

"Este é o meu primeiro disco todo em português que eu estou a tocar lá fora. Tem sido muito bonito ver a resposta das pessoas e a recetividade das pessoas à música em português que não seja música tradicional, que não seja fado."

Apesar de falar sobre a família nas canções, pelo menos de forma mais "explícita", Luísa Sobral conta à TSF, depois de um pequeno concerto surpresa no festival Bons Sons, que não acredita que este seja um álbum mais pessoal do que os anteriores.

"Eu acho que todos os discos são pessoais. Eu acho é que como este é em português acaba por ser mais pessoal no sentido em que, como é a minha língua, acaba por ir mais direto da minha cabeça às palavras e à música do que quando é em inglês que acaba por passar por um filtro de língua."

Para conseguir um registo mais "intimista", a artista procurou um produtor conhecido por ter esse reconhecimento: Raül Refree.

"Eu vou sempre procurar o produtor que tem a ver com aquilo que eu quero fazer no momento. Eu queria este registo muito intimista, muito despido e tudo. Então, fui ter com o Raul", explica.

Luísa Sobral abraçou a língua portuguesa de vez, à semelhança do que tem acontecido com outros artistas portugueses que até agora cantavam em inglês, e acredita que atualmente os artistas têm mais liberdade para arriscarem e experimentarem géneros diferentes.

"Hoje em dia, não há quase lojas de discos, então, as categorias já são um bocadinho mais abrangentes e não sinto que haja tanto isso. Até porque há artistas que não são tão mainstream que chegam às rádios. Eu, pelo menos, não sinto que as pessoas tenham essa necessidade comigo de me categorizar", remata.

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