"Poesia é liberdade na voz dos cantores." A Ronda de Vitorino no Festival de Leiria

Quem são afinal os poetas cantados por Vitorino? "Pois é, coisa difícil porque os poemas não são feitos para cantar, muitas vezes falha." Vitorino não falhou à chamada da quarta RONDA, e subiu ao palco do Teatro Miguel Franco com Canções de Poetas.

Quem são afinal os poetas cantados por Vitorino? Quando é que o cantor sente na pele o toque da palavra, afinando a melodia que lhe há-de embalar a voz?

"Não consigo escrever música para poetas que eu não tenha conhecido muito bem, que fossem amigos, alguns até íntimos. Eu tenho um número muito pequeno de poetas que canto. Talvez o mais cantado, que é também escritor é o António Lobo Antunes, pela amizade, pela cumplicidade, e porque era fácil, porque a gente se encontrava muito, fazíamos numa mesa de café e ao piano. Também musiquei alguns do Eduardo Guerra Carneiro, do António José Forte, Herberto Helder, que não deixava ninguém musicar poemas, mas pela amizade deixou o Janita e eu fazer música sobre textos lindíssimos dele."

O pretexto para os dois dedos de conversa no hotel em frente ao Teatro Miguel Franco, em Leiria, é o festival de poesia onde que até segunda feira vai continuar a animar a cidade. "Alguns poetas trazem já música no texto que nós procuramos, procuramos um ritmo, palavras com sílabas abertas, e isso ajuda muito. Muitas vezes dizê-lo em voz alta é bom, quanto mais próxima é a relação mais importante se torna."

Falará do Zeca e do Adriano, de Luís Pignatelli, de Manuel da Fonseca e tantos outros companheiros de viagem. O " octogenário" Vitorino está de malas feitas para Badajoz, onde participa segunda-feira nas celebrações do centenário de José Saramago. Ali cantará também " 25 de Abril sempre".

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de