Confederação do Comércio tem dúvidas de que empresas aguentem aumento do salário mínimo

João Vieira Lopes reage à promessa de António Costa com ceticismo e salienta que setores como a restauração não estarão preparadas para a subida.

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal duvida de que as empresas dos diferentes setores sejam capazes de suportar os custos inerentes ao aumento do salário mínimo que António Costa garantiu para 2021.

João Vieira Lopes assume ter "dúvidas de que, mesmo que a economia evolua de uma forma mais positiva, todos os setores da economia estarão preparados para um aumento generalizado".

"Temos dúvidas de que haja setores, como, por exemplo, a restauração, que estejam em condições nessa altura", enfatiza o presidente da Confederação do Comércio de Portugal, que se mostra também cético quanto a um acordo com o Governo no plano da concertação social.

Na perspetiva do representante do comércio português, é "muito difícil fazer qualquer acordo com o Governo neste sentido, já que o Governo - quer o anterior, quer este - falhou todos os compromissos que assumiu com todos os setores em que o peso do salário mínimo é grande".

"Os últimos acordos sobre o salário mínimo tiveram sempre um pressuposto escrito de que o conjunto das empresas que prestam serviços ao Estado e o peso do salário mínimo é grande teriam os seus contratos revistos nessa proporção. Foi uma das razões pelas quais assinámos acordos, e o Governo não cumpriu, o que é escandaloso."

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