Empresas de reboques consideram apoios "insuficientes" e mantêm greve

Associação Nacional do Ramo Automóvel dá conta de que o Governo comunicou a atribuição de apoios para as empresas de prestação de serviços de pronto-socorro para fazer face à subida dos preços dos combustíveis

As empresas de pronto-socorro consideraram esta segunda-feira que os apoios anunciados pelo Governo para fazer face à crise energética são "positivos", mas "insuficientes" e decidiram manter a paralisação nacional por tempo indeterminado, a partir de quarta-feira.

"As empresas que se dedicam a esta atividade, face à situação insustentável em que se encontram, reafirmaram à ARAN [Associação Nacional do Ramo Automóvel] que, mesmo considerando os apoios agora anunciados, mantém a decisão que já haviam tomado, de fazerem uma paralisação nacional, por tempo indeterminado, a partir de 23 de março", lê-se num comunicado enviado pela associação que representa as empresas de pronto-socorro.

Na mesma nota, a associação dá conta de que o Governo comunicou a atribuição de apoios para as empresas de prestação de serviços de pronto-socorro, para fazer face à subida dos preços dos combustíveis, que aguarda publicação em Diário da República, o que a associação "assinala como positivo e como primeiro passo para atenuar os efeitos negativos da atual crise energética".

"No entanto, estas empresas deparam-se com uma situação de crise económica muito acentuada, de modo que, os apoios, apesar de positivos, são, ainda assim e de acordo com as informações dos associados da ARAN, insuficientes", realçou a associação.

O presidente da associação nacional do ramo automóvel que representa os reboques, Rodrigo da Silva Ferreira, avisa que neste caso não há serviços mínimos e a paralisação promete ser geral.

"A informação que temos por parte dos nossos associados, que são cerca de 215 empresas de um universo de 300 do setor dos pronto-socorros em Portugal, é de que vão avançar com a paralisação na quarta-feira. Mesmo da informação que temos das empresas que não são nossas associadas, neste momento há uma grande unidade por parte do setor para uma grande paralisação, muito próxima dos 100%. Estas empresas são privadas. O Estado tem reboques na polícia, na GNR e nas câmaras municipais, mas não há serviços mínimos em termos destas empresas", explicou à TSF Rodrigo da Silva Ferreira.

O responsável explica que o Governo já deu sinais de apoio, ao contrário do maior cliente, as empresas seguradoras do ramo automóvel, que se recusam a rever as condições dos contratos.

"As empresas estão a fazer a parte delas, um esforço muito grande para manter postos de trabalho e os serviços a funcionar. É um serviço que nunca para. O Governo já deu o primeiro sinal e apoiou, mas das seguradoras ainda não há esse sinal. O que é muito preocupante porque é mais de 90% do serviço, do trabalho e da faturação destas empresas de pronto-socorro", acrescentou o presidente da associação nacional do ramo automóvel que representa os reboques.

Para estas empresas, as seguradoras com quem trabalham devem também "fazer parte da solução", reagindo à situação de crise que se vive, bem como os clientes a quem prestam serviços, que apontaram, "não estão sensíveis ao problema, designadamente quanto aos custos gerais que suportam".

"Em face destas informações e da decisão destas empresas, a ARAN reforça o apelo que fez à Associação Portuguesa de Seguradoras para se unir a estes empresários e para proteger e dignificar esta atividade muito importante para as suas associadas", lê-se na mesma nota.

A ARAN tem vindo a alertar para as "circunstâncias asfixiantes" que ameaçam a "sobrevivência" das empresas de pronto-socorro, apelando para que o Governo tome medidas para atenuar o "aumento descontrolado" dos custos no setor.

A associação pedia ao Governo o alargamento ao setor dos apoios dados aos transportes públicos de passageiros.

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