Greve "às horas extraordinárias". Rio diz que não há motivo para serviços mínimos

O social-democrata considerou que "alguma coisa está mal" quando os profissionais trabalham oito horas diárias e, mesmo assim, é preciso decretar serviços mínimos.

O presidente do PSD, Rui Rio, considerou esta quinta-feira que o país, através do novo pré-aviso de greve decretado pelo Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, vai perceber "ainda melhor" em que condições estes profissionais trabalham.

"Nós vamos, penso eu, perceber ainda melhor através dessa greve as condições em que estes profissionais trabalham, porque estes profissionais vão trabalhar oito horas por dia e estão parcialmente em greve, estão em greve às horas extraordinárias", referiu o social-democrata à margem da entrega da lista às eleições legislativas pelo círculo eleitoral do Porto.

Se todos os profissionais trabalham oito horas por dia e o serviço não é feito na plenitude, o país percebe que estes trabalham em média 10,11,12,13 a 14 horas por dia, algo que é "inaceitável", vincou.

"E ainda é menos aceitável para quem anda na estrada a conduzir, menos ainda para quem conduz carros pesados e menos ainda para quem conduz carros pesados carregados de gasolina", frisou.

Na sua opinião, vai ficar evidente que em nome da sua segurança e da dos cidadãos as suas condições de trabalho têm de mudar.

Sobre os serviços mínimos, o social-democrata considerou que "alguma coisa está mal" quando os profissionais trabalham oito horas diárias e, mesmo assim, é preciso decretar serviços mínimos.

"Se trabalham as horas normais, qual é a lógica de marcar serviços mínimos", questionou, acrescentando que se oito horas por dia não chegam para eles cumprirem os seus serviços "algo não está bem".

Questionado sobre se o Governo falhou como mediador, Rio assumiu que quando alguém vai mediar uma situação "nunca é fácil e pode falhar", mas neste caso o executivo de António Costa "merece que lhe apontem o dedo e se diga que falhou" porque em abril, aquando de uma reunião com entidades patronais e sindicatos, anunciou "grande vitória" e a resolução do problema.

Ora, sublinhou, se falou em "grande vitória" e, na verdade, nada resolveu, tem de assumir agora uma "grande derrota".

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) anunciou na quarta-feira ter entregado um novo pré-aviso de greve para o período compreendido entre 7 e 22 de setembro, mas desta vez só aos fins de semana e trabalho extraordinário.

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