Ryanair diz que voos saíram como planeado apesar da greve

No último dia de greve, companhia aérea garante que manhã correu bem e não espera problemas durante o resto do dia.

A Ryanair informou que todos os voos que tiveram Portugal como origem ou destino decorreram hoje de manhã como planeado, com 96% de pontualidade, apesar da greve dos tripulantes da companhia de aviação 'low cost', que termina este domingo.

Numa nota publicada no seu sítio na Internet, a companhia de aviação salienta este domingo, até às 10h00, todos os voos iniciais com destino ou que partiram de Portugal saíram "como planeado e com 96% de pontualidade (devido a alguns atrasos no controlo de tráfego aéreo)".

"Não esperamos quaisquer problemas nos voos para/desde Portugal no resto do dia", acrescentou a Ryanair.

A Ryanair salienta ainda que no sábado, quarto dia de greve, a empresa "completou" os 198 voos programados para ou desde Portugal, dos quais 90% cumpriram o horário, tendo transportado 36.000 passageiros.

Greve foi "esvaziada"

A presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Luciana Passo, pede que o Governo português tenha uma "atuação firme" perante a Ryanair.

"Foram cinco dias muito duros para os tripulantes, cinco dias de ilegalidades permanentes da Ryanair, foram mais cinco dias em que a lei portuguesa não foi cumprida, foram cinco dias em que os tripulantes que não compareceram aos serviços mínimos receberam cartas para irem a Dublin para se explicarem numa clara violação do direito à greve. Portanto, ficamos a aguardar com muita urgência uma atuação firme do Governo", realçou a responsável em declarações à TSF.

O sindicato aponta para uma adesão "entre os 80 e 90%" que não se fez sentir devido a diversos fatores. "Com tantas confusões entre aviões que vieram de outros países e tripulantes também de outras bases europeias com mais os serviços mínimos, a greve ficou esvaziada", frisou.

Luciana Passo refere ainda que "uma empresa que não cumpre a lei portuguesa utilizou-se dela para obter serviços mínimos e ainda assim vem afrontar todos os portugueses fazendo substituição de grevistas, que é proibido por lei".

A empresa opera em Portugal em Lisboa, Porto, Faro e Ponta Delgada.

A greve dos tripulantes, convocada pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), teve início na passada quarta-feira e termina hoje.

A paralisação conta com serviços mínimos decretados pelo Governo, que abrangem não só os Açores e Madeira, mas também as cidades europeias de Berlim, Colónia, Londres e Paris.

Na base desta greve está, segundo o SNPVAC, o facto de a Ryanair continuar a "incumprir com as regras impostas pela legislação portuguesa, nomeadamente no que respeita ao pagamento dos subsídios de férias e de Natal, ao número de dias de férias e à integração no quadro de pessoal dos tripulantes de cabine contratados através das agências Crewlink e Workforce".

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