"Não existe qualquer fundo que financie" a greve dos motoristas

Sindicatos que convocaram a greve têm plenários marcados para este sábado.

O advogado do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, disse esta quinta-feira que os plenários de trabalhadores no sábado são a "última oportunidade" para a ANTRAM apresentar uma proposta que cancele a greve dos motoristas. Caso tal não aconteça, a greve avança.

"Será até a essa hora [15:00], nesse plenário, a última oportunidade que a ANTRAM tem para dizer 'meus senhores, vamos apresentar uma contra proposta para evitar esta greve'", afirmou Pedro Pardal Henriques em conferência de imprensa no seu escritório, em Lisboa.

No sábado realiza-se um plenário do SNMMP, em Aveiras de Cima, distrito de Lisboa, no qual "vão ser discutidos assuntos importantes do mundo laboral", segundo Pardal Henriques.

Pardal Henriques imputou ainda a "responsabilidade" pelas filas a que se assiste nos vários postos de combustíveis ao Governo e à ANTRAM.

Sobre as críticas dos patrões, que pediram "humildade" aos motoristas, Pedro Pardal Henriques diz entender que essa mesma humildade "deve partir da ANTRAM".

Greve não está a ser financiada

"Os trabalhadores não têm qualquer fundo, não existe qualquer fundo que financie esta greve. Não têm nada a perder. Já não é só uma questão dos direitos que reivindicam, é uma questão de honra. Têm sido humilhados pelo Governo que os devia proteger e pelas entidades patronais", atirou.

O Governo decretou na quarta-feira serviços mínimos entre 50% e 100% para a greve dos motoristas de mercadorias que se inicia na próxima segunda-feira, dia 12, por tempo indeterminado.

Serviços mínimos são para cumprir

Os serviços mínimos entre 50% e 100% decretados pelo Governo contribuíram para o aumento da polémica e da revolta dos sindicatos mas, para já, Pedro Pardal Henriques deixa uma garantia: vão ser cumpridos.

"Os motoristas cumprem a lei, ao contrário das outras partes. O Governo não está a cumprir a lei ao violar os serviços mínimos, decretando-os como serviços máximos. A ANTRAM não está a cumprir a lei. Os motoristas cumprem a lei", garante.

Mais de dez sindicatos solidarizaram-se

Num manifesto distribuído aos jornalistas no local, é possível ler pelo menos uma dezena de sindicatos se solidarizou com a luta dos motoristas. São eles: A Casa - Associação de Defesa dos Direitos Laborais; SNPVAC - Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil; SEAL - Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística; STASA - Sindicato dos Trabalhadores do Sector Automóvel; STCC - Sindicato dos Trabalhadores dos Call Center; S.T.O.P. - Sindicato de Todos os Professores; MUDAR Bancários; STMETRO - Sindicato dos Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa e o SOS Handling.

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