"Não há retoma." Medidas do Governo não servem o Algarve

A secretária de Estado do Turismo anunciou às associações empresariais e sindicais do setor as medidas aprovadas em Conselho de Ministros para substituir o lay-off.

As medidas de apoio à economia até dezembro, anunciadas em Conselho de Ministros, e que se destinam a empresas com quebras na sua atividade desde os 40% a 75% não foram bem recebidas pelas associações do setor do turismo no Algarve. Os hoteleiros da região esperavam mais.

"Estas medidas poderão ajustar-se às exigências de outros setores de atividade no resto do País mas não satisfazem o Algarve", afirma Elidérico Viegas. O presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) sublinha que no Algarve a economia só poderá começar a melhorar em abril do próximo ano. "Não há retoma",afirma, em resposta ao que o governo apelida de programa de" apoio extraordinário à retoma progressiva".

No final do encontro com a secretária de Estado do Turismo Elidérico Viegas, defendeu perante os jornalistas que o governo devia contemplar um pacote de medidas específicas para a região, nomeadamente o prolongamento do lay-off simplificado e um programa de formação para os trabalhadores durante a época baixa.

Mas Rita Marques considera que, para já, as medidas aprovadas são as acertadas. "Embora não haja referência ao setor do turismo, estas medidas têm como objetivo último assegurar os postos de trabalho", assegura. A secretária de Estado admite, no entanto, que "não há setores impactados com esta crise e com esta dimensão" como o turismo. Em relação ao período homólogo do ano passado o desemprego na Região do Algarve subiu cerca de 230%.

Questionada sobre a eventualidade de prolongar estas medidas para o setor do turismo até à Páscoa do próximo ano, Rita Marques deixa tudo em aberto. "Não fechamos a porta a nada. Cada decisão terá o seu timing certo."

Mas num ponto secretária de estado do turismo e associações estão em sintonia. As quebras no setor vão ultrapassar os 50% e fazer muita mossa ao PIB português.

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