Seis países vão libertar parte das reservas de petróleo para baixarem os preços

Para fazer com que os preços dos combustíveis desçam, Joe Biden ordenou a libertação de 50 milhões de barris de petróleo. O Presidente desafiou mais cinco países a fazerem o mesmo.

Será uma operação inédita. Nunca 6 países libertaram em simultâneo parte das reservas estratégicas de petróleo.

Para já só os americanos concretizaram oficialmente o número de barris que vão pôr no mercado. O departamento de energia tem ordens para libertar 50 milhões de barris. Os outros estados estão ainda a estudar quando podem libertar o combustível e a quantidade que têm disponível.

O Japão já disse que pode avançar o mais rapidamente possível mas tem uma limitação legal. A reserva estratégica está nas mãos do estado, mas também de privados e só pode ser usada no caso de faltarem os combustíveis.

Na Índia, uma fonte familiarizada com este processo, revelou à agência Bloomberg que o país estaria disponível para libertar 5 milhões de barris já na próxima semana. O Reino Unido terá disponibilizado 1 milhão e meio de barris.

Joe Biden tem pedido à OPEC para aumentar a produção para que os preços possam baixar, mas os países produtores de petróleo só se comprometeram a um aumento gradual. O presidente norte-americano avançou por isso para esta operação com outros estados.

Apesar dos barris poderem ser disponibilizados nas próximas semanas, os resultados só se deverão fazer sentir no final de Dezembro, com a redução dos preços nos mercados internacionais.

Esta operação liderada por Biden pode causar um movimento no sentido contrário por parte dos países do Golfo e da Rússia que já deixaram claro que querem controlar a oferta para manter os preços altos. A OPEP pode mesmo voltar atrás na promessa de aumentar o fornecimento ao longo dos próximos meses.

Agostinho Pereira de Miranda, especialista no setor do petróleo, considera que o mais relevante nesta operação é que os outros países parecem não estar a acompanhar o gesto dos Estados Unidos. Historicamente a libertação de mais petróleo nos mercados tem efeitos muito reduzidos, é mais psicológico que real.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de