Sistema Nacional de Saúde em vez de Serviço Nacional de Saúde. "É uma espécie de ADSE", propõe a IL

João Cotrim de Figueiredo defende que o "SNS tem de mudar drasticamente" e sugere apostar num subsistema que gere o que as pessoas descontam e que apresenta uma lista a que as pessoas podem aceder para optar pelo público ou privado. Quem não puder descontar, verá a sua contribuição assegurada pelo Estado. O líder da IL responde até às críticas sobre o peso económico que isso teria para o Estado.

João Cotrim de Figueiredo frisa, no Fórum TSF, que as filas de espera no serviço público de saúde são "uma vergonha", já que existem para casos como operações às cataratas. Também salienta que estas listas de espera são superiores às que remontam a 2015 e fazem com que "o mais certo seja, mais ano, menos ano, o SNS vir a colapsar".

"Desafio alguém a dizer que está satisfeito com os serviços que o SNS presta." Para o líder da IL, a oncologia e cardiologia são casos em que listas de espera de algumas semanas produzem resultados mortais, pelo que, havendo interessados internacionais em aplicar os serviços, essa oferta deve ser aberta para os portugueses.

Cotrim de Figueiredo argumenta que o número de pessoas (40% dos portugueses) com seguros de saúde privados ou ADSE demonstra essa insatisfação com os serviços prestados pelo público na área da saúde, pelo que sugere a criação de um sistema nacional de saúde, em vez de um serviço nacional de saúde.

O nível de dificuldade de prestação de serviços de saúde acaba por ser um encargo orçamental, ainda que tenha de haver um investimento neste subsistema, alega.

"O SNS tem de mudar drasticamente", segundo o líder político, que elenca, por exemplo, a necessidade de criar uma separação entre as funções de financiador e prestador. Com mais de cem mil colaboradores, ao ser o único prestador de cuidados de saúde, gera-se uma dificuldade de gestão no SNS.

Cotrim de Figueiredo sustenta que não se pode gerir centralmente de cima para baixo sem haver a liberdade de escolha das pessoas (o que é preterido recebe automaticamente um sinal de que algo está a falhar) e sem concorrência de prestadores, já que para as pessoas é indiferente, o que importa é ser bem serviço.

Neste modelo, defende o líder da IL, o dinheiro gasto no serviço nacional de saúde é o mesmo que o investido no sistema nacional de saúde. "Eu fico encantado se as pessoas continuem a preferir um hospital público, eu quero que as pessoas tenham o seu problema de saúde resolvido."

É uma espécie de ADSE (como o slogan que João Cotrim revitaliza agora: 'ADSE para todos'), num subsistema que gere o que as pessoas descontam e onde consta uma lista a que as pessoas podem aceder para optar. Quem não puder descontar, verá a sua contribuição assegurada pelo Estado.

Cotrim de Figueiredo sublinha que as PPP foram boas em termos de resultados, e que é preferível ter PPP na generalidade dos casos do que não ter, e reforça: não se trata de ideologia, mas de resultados, e também de evitar "desperdício".

Sobre os objetivos da Iniciativa Liberal para estas eleições legislativas, João Cotrim Figueiredo refere que pretende atingir 4,5% de votação nacional e cinco deputados na Assembleia da República.

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