Tabelas do IRS publicadas. Ganho para a maioria não deve chegar a dois euros

Tabelas de retenção do IRS foram publicadas em Diário da República. Simulações do governo apontam para ganhos mensais pouco expressivos para a maioria da população

A maioria dos assalariados em Portugal deverá receber, no máximo, mais dois euros por mês por via da nova tabela de retenção do IRS para 2021.

O despacho do ministério das Finanças publicado em Diário da República e as simulações do próprio governo, em conjugação com as estatísticas dos salários no país, mostram que os ganhos são pouco expressivos.

Por exemplo, um solteiro sem filhos com um vencimento bruto de 685 euros vai descontar menos 69 cêntimos por mês. Se tiver um dependente e ganhar 1.100 euros mensais, vai ganhar 2 euros e 20. Com dois filhos e um salário de 1.750 euros, o acréscimo no ordenado é de sete euros.

Uma pessoa casada que entregue o IRS em conjunto, não tenha dependentes a cargo e aufira 900 euros por mês vai receber mais 1,80 euros em cada salário. Se tiver um filho e ganhar 1.750 euros, desconta menos sete euros. Se for responsável por dois dependentes e tiver um rendimento mensal de 3.100 euros, vai ver retidos menos 15,50 euros por mês.

Já para os casais que entreguem o imposto através de um único titular (casos em que apenas um tem rendimentos do trabalho), o ganho será de 70 cêntimos o caso de não existirem dependentes e o salário mensal for de 700 euros. Para ordenados de 1.225 euros de pessoas com um filho, a retenção baixa 1,23 euros. Nesta modalidade, quem ganhe 1,400 euros e tenha dois dependentes, vai receber mais 1,40 euros por mês.

Tendo em conta que, segundo o INE, o salário base médio mensal em Portugal está pouco acima dos mil euros, conclui-se que a maioria da população não terá ganhos expressivos.

Em comunicado, o ministério das finanças sublinha o impacto positivo de 200 milhões de euros no rendimento dos trabalhadores, destacando que "a aproximação entre o imposto retido e imposto a pagar visa aumentar a liquidez das famílias, sobretudo as de classe média" e realça que "a publicação destas tabelas ainda em 2020 permite previsibilidade no processamento de salários e pensões, cujos sistemas têm de ser adaptados".

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