Trabalhadores da Efacec em greve exigem intervenção do Governo e demissão da administração

O Site-Norte tem vindo a reclamar a intervenção do Governo, enquanto "dono da Efacec", para garantir que esta dispõe das matérias-primas necessárias para retomar a atividade com normalidade.

Os trabalhadores do grupo Efacec cumprem esta terça-feira uma nova greve de duas horas, exigindo ao Governo a compra de matérias-primas e a demissão da administração e manifestando-se ainda contra a reprivatização da empresa.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte (Site-Norte), à semelhança do que já aconteceu no passado dia 10, a greve vai decorrer entre as 14h00 e as 16h00, com uma concentração na portaria principal da sede da Efacec, no polo da Arroteia, em São Mamede de Infesta, Matosinhos.

Para além da greve desta terça-feira, estão previstas novas paralisações nos dias 9 e 16 de dezembro, no mesmo período horário.

As novas greves foram decididas num plenário realizado a 19 de novembro e, segundo o sindicato, surgem na sequência de paragens forçadas de vários setores da empresa, que atua nos setores da energia, engenharia e mobilidade e tem visto a capacidade de produção comprometida devido à falta de liquidez para adquirir matérias-primas e pagar a fornecedores.

Num comunicado divulgado na sequência da greve do passado dia 10, a administração da Efacec garantiu, contudo, que a empresa continua "a responder aos pedidos de clientes, a prestar serviço e a desenvolver novos projetos".

"A empresa tem sentido o impacto global em todos os setores e áreas, devido à disrupção nas cadeias de abastecimento, causada pela pandemia, mas a produção mantém um ritmo variável dependendo das encomendas que tem em curso", sustentou na altura.

O Site-Norte tem vindo a reclamar a intervenção do Governo, enquanto "dono da Efacec", para garantir que esta dispõe das matérias-primas necessárias para retomar a atividade com normalidade.

"O Estado, como dono da empresa, deve assumir o controlo da empresa com transparência e deve comprar matérias-primas para pôr a Efacec a trabalhar e a satisfazer as encomendas que tem em carteira", defendeu Miguel Moreira, em declarações à agência Lusa.

A administração liderada por Ângelo Ramalho garante, no entanto, que "a confiança no futuro está assegurada, desde logo, pela carteira de clientes, dado que estão em curso novos projetos, resultado de novos contratos celebrados em 2021, para lá da carteira global que detém e que está a executar".

O Governo pretende que o processo de reprivatização dos 71,73% do capital social da Efacec atualmente nas mãos do Estado esteja concluído antes do final do ano, tendo a resolução do Conselho de Ministros que aprovou a terceira fase do processo de reprivatização, admitindo a participação dos dois grupos que apresentaram propostas vinculativas - DST SGPS e Sing - Investimentos Globais -, sido publicada a 8 de setembro em Diário da República.

Entretanto, o grupo português DST SGPS foi o único a apresentar proposta final à compra dos 71,73% da Efacec que estão nas mãos do Estado, segundo anunciou na semana passada a Parpública.

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