Aeroporto no Montijo não e "Alcochete implica investimento público"

Contrato para a solução de Alcochete implica que o aeroporto tem de estar a menos de 75 quilómetros da Portela.

O dilema em redor da localização do novo aeroporto, entre Beja e Montijo, continua e Inês Sousa Real acredita que há argumentos "absolutamente falaciosos". O Montijo é uma "zona sensível, que por força da subida do nível das águas do mar vai ficar alagada", pelo que a escolha dessa geografia será "absolutamente desastrosa".

"Estamos a falar de uma zona sensível, de interesse comunitário do ponto de vista ambiental que visitei ontem de galochas, numa antevisão do futuro. Não podemos esquecer que é uma zona que, por força da subida do nível médio das águas, vai ficar alagada e, portanto, estamos aqui a falar de uma opção absolutamente desastrosa", explicou Inês Sousa Real no Fórum TSF.

Por outro lado, sublinha, a hipótese de "Alcochete implica investimento público", o que é uma informação que Inês Sousa Real considera que deveria ser dada a conhecer às pessoas. O contrato implica que o aeroporto tem de estar a menos de 75 quilómetros da Portela, pelo que terá de haver uma indemnização face a esse desrespeito.

Está ainda em causa o direito à exploração por 40 anos, pelo que o peso nos bolsos das pessoas pode traduzir-se em 25 mil milhões de euros. A proposta de aposta na ferrovia de alta velocidade poderia colmatar muitas destas necessidades de voos.

"Para nós, a opção é, de facto, ligarmos todas as capitais de distrito pela ferrovia, apostarmos em Beja aproveitando todas as infraestruturas que já existem, até porque não faz sentido estarmos a construir algo novo que pode e deve ser adaptado, e nos outros países a ligação às principais capitais europeias também se faz com a distância da ferrovia, a uma hora", afirmou a porta-voz do PAN.

"Não nos podemos dar ao luxo de destruir zonas húmidas nem de aumentar a pressão nas áreas urbanas", salienta a líder do PAN.

A deputada também aproveitou para defender, além do reforço dos psicólogos no SNS, a robustez reforçada do Serviço Nacional de Saúde, de uma forma geral, numa altura em que os gastos já estão a ser canalizados para o pagamento aos privados por prestação de serviços. É fundamental "valorizar o serviço nacional público" e não pode ser o privado a suprir todas as necessidades. Uma coisa é complementar, outra coisa é substituir, argumenta.

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