Bloco e Governo agendam reuniões sectoriais para discutir OE2021

Tiro de partida está dado e nos bastidores bloquistas ainda "é muito cedo" para se falar em confiança. Três horas de reunião depois, Bloco de Esquerda e Governo acertam agendas para reuniões setoriais.

Ainda "é muito cedo" para se sentir alguma confiança nos bastidores do Bloco de Esquerda sobre medidas a incluir no Orçamento do Estado para o próximo ano. No entanto, os recados estão dados e o caderno de encargos já é conhecido em São Bento. Para já, agendam-se reuniões setoriais em vários ministérios.

Esta sexta-feira a delegação do Bloco de Esquerda esteve reunida na residência oficial do Primeiro-ministro durante três horas para "identificar os temas em que se pretende avançar". A maior parte já foram sendo tornados públicos ao longo das últimas semanas. Mas para negociar o futuro, o passado tem de estar resolvido e isso fez notar a coordenadora do Bloco, Catarina Martins, quando no fim de semana disse que o PS tinha de cumprir o que foi acordado no último Orçamento para se começar a negociar o próximo.

Na altura, a coordenadora bloquista deu como exemplo o fim de fator de sustentabilidade para as profissões de desgaste rápido e, coincidência ou não, esta semana o governo aprovou-o em Conselho de Ministros um dia antes de se reunir com o partido à esquerda.

Estava dado o tiro de partida para o encontro no qual ficaram acertadas várias reuniões setoriais. A TSF apurou que o Bloco e o Governo vão reunir, além das Finanças, com a Saúde, Educação, Trabalho e Segurança Social. Além disso, haverá ainda um outro encontro com o ministro da Economia para debate do programa de resiliência e recuperação.

No caderno de encargos que se definiu na Rua da Palma, além do de desejo de ninguém a viver abaixo do limiar de pobreza e do reforço de contrações na Educação e na Saúde, estão as questões laborais. Em particular, sabe a TSF, os bloquistas querem que o governo lhes dê a mão no combate à precariedade e na questão dos despedimentos, nomeadamente a proibição de despedir durante a crise nas empresas com lucros significativos e a reposição da indemnização por despedimento para os níveis pré-troika.

Até ao próximo sábado, devem ficar acertadas as datas dos próximos encontros entre o partido e o governo, sendo que todos eles levam a mensagem do Presidente da República bem presente na cabeça de que Belém não embarca "na aventura total" de uma crise política.

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