Caravanas do Chega e do PSD quase se cruzam em Viseu

Ao quarto dia de campanha, a caravana do Chega passou por Viseu e por pouco André Ventura não se cruzou com Rui Rio. À chegada ao Rossio, onde estava marcado o início de uma arruada, o líder do Chega constatou que a praça estava quase toda ocupada pela máquina social-democrata, que dentro de uma hora iria iniciar uma sessão pública sobre educação.

"Temos aqui concorrência", comentou ao cabeça de lista por Viseu, João Tilly, que falou numa concorrência "fraca". "Fraquinha", acrescentou Ventura.

Nas ruas de Viseu os militantes dos dois partidos nunca se cruzaram. O presidente do Chega garantiu aos jornalistas que não quis evitar encontrar-se com o líder do PSD.

"Nós temos o nosso percurso predefinido, não foi para evitar nada. Cumprimento o Dr. Rui Rio sempre que o vejo, tenho uma relação muito cordial com o Dr. Rui Rio, acho é que o PSD tem grande responsabilidade no estado em que estamos hoje em matéria de impostos, saúde e de pensões e, portanto, se vir o Dr. Rui Rio cumprimento-o, mas dir-lhe-ei isso mesmo", afirmou.

Ventura esteve mais de meia hora no centro da cidade de Viriato, cumprimentou as pessoas com quem se cruzou. Na esplanada de um café ouviu queixas sobre a elevada carga fiscal dos combustíveis.

"Tem que dizer aos outros candidatos que têm que falar mais nos impostos petrolíferos, que ninguém está a falar disso", defendeu um popular.

"Eu fartei-me de falar disso, quando os outros falam da pobreza energética e das alterações climáticas, mas [isso] é importante porque pagamos cada vez mais gasolina. É a quinta mais cara da Europa", disse.

Os comerciantes também estão descontentes. O movimento nas lojas é pouco e a Covid-19 só veio agravar a situação do setor.

"Com esta história da pandemia piorou muito, sabemos que em parte [as medidas implementadas] tinham que ser, outra parte foi má gestão, não contam comigo", declarou um lojista.

O líder do Chega também escutou queixas da falta de gente interessada em trabalhar. "As pessoas não querem trabalhar", atirou um popular, ao que André Ventura respondeu que era porque estavam "a viver de subsídios". "Ali numa mesa naquele café passam o dia a beber finos", comentou uma comerciante da parte histórica de Viseu.

De passagem pela zona da Sé, Ventura entrou na Igreja da Misericórdia para rezar e até acendeu velas. Depois de Viseu a caravana do Chega ruma até à Guarda, onde vai decorrer esta noite um jantar-comício.

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