"CDS exige saber como é que cada centimo foi gasto no Novo Banco"

O presidente do CDS-PP quer ver esclarecido o uso de fundos públicos no Novo Banco.

O presidente do CDS garante que o partido apoia qualquer iniciativa que investigue os movimentos no Novo Banco e a forma como foram gastos os fundos públicos injetados. Francisco Rodrigues dos Santos quer saber como utilizados os recursos públicos.

"O CDS exige saber como é que cada cêntimo foi gasto no Novo Banco", disse esta terça-feira o presidente do CDS-PP, numa mensagem dirigida não só ao Governo, como também ao Banco de Portugal, agora liderado pelo antigo ministro das Finanças, Mário Centeno.

"A bem da verdade, do rigor e da transparência", diz Francisco Rodrigues dos Santos, o Governo e os reguladores devem esclarecer de que forma foram gastos os recursos públicos no Novo Banco.

Questionado sobre o facto de o primeiro-ministro, António Costa, ter escrito à procuradora Geral da República, Lucília Gago, a pedir que o Ministério Público, enquanto representante do Estado, desenvolva os procedimentos cautelares adequados à proteção dos interesses financeiros de Portugal, Rodrigues dos Santos frisou que "quem não deve não teme".

"O CDS certamente que vê com bons olhos todas e quaisquer investigações do Ministério Público com vista a detetar se ocorreu a prática de crimes contra o Estado. Portanto, a bem da verdade, da transparência, do rigor na aplicação dos dinheiros públicos, não só se exige, como é oportuno, que seja feita essa investigação para que portugueses fiquem a saber a explicação de cada cêntimo que foi gasto no Novo Banco", acrescentou.

O presidente do CDS advertiu ainda que o "Governo pode trocar as cartas que quiser com o Ministério Público, mas há uma coisa que não vai conseguir, é ilibar-se também da responsabilidade política e das suas funções de tutela na forma como gestão do Novo Banco está a ser feita".

Novo Banco recusa acusações

O novo banco rejeitou esta terça-feira que a venda de imóveis tenha causado prejuízos diretos ao fundo de resolução. O jornal Público noticiou que o banco vendeu 13 mil imóveis a preço de saldo a um fundo de investidores anónimos e que as perdas foram compensadas pelo fundo de resolução.

Em comunicado, o banco liderado por António Ramalho assegura que em causa estão 5.355 imóveis e não 13.000 e que a venda não foi feita a preço de saldo, tendo a operação sido auditada seguindo os melhores padrões internacionais. O Novo Banco garante que ainda que não existiu qualquer custo direto para o fundo de resolução.

O PS já fez saber quer o presidente do Novo Banco na reabertura dos trabalhos parlamentares em setembro.

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