Dispersar "votos por partidos mais pequenos?"Rui Rio apela ao voto útil

Rui Rio assume a 30 de janeiro os portugueses têm de optar por um Parlamento "fragmentado ou consistente".

Rui Rio volta a apelar ao voto útil no PSD, depois de André Ventura ter recomendado ao deputado do Chega nos Açores que vote contra o orçamento regional e mande abaixo o Governo liderado por José Manuel Bolieiro. O líder do PSD assume que a 30 de janeiro, os portugueses vão ter de decidir entre "um parlamento fragmentado ou consistente".

Depois de uma visita ao hospital São Bernardo, em Setúbal, o presidente social-democrata admitiu que concordou com o acordo para o Governo regional, mas não vê vantagens num Parlamento "com partidos com um ou dois deputados".

"É vantajoso isto que temos assistido de os portugueses dispersarem os seus votos por partidos mais pequenos, de moda a haver um partido com um ou dois deputados? Isto comprova que dificulta a governabilidade quando o sistema parlamentar fica fragmentado com partidos pequenos, que com um voto ou dois conseguem criar dificuldades", explicou.

Rui Rio assume que essa é uma questão "que os portugueses têm de decidir a 30 de janeiro quando forem votar", arriscando que "um ou dois" deputados façam o mesmo que se verifica nos Açores. Ainda assim, o líder social-democrata lembrou que José Manuel Bolieiro continua confiante num acordo para o orçamento regional.

O líder do PSD falou ainda sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), com uma gestão socialista que "tem sido um desastre", com planeamentos errados e défice de instalações.

"Este Governo chegou ao fim, haverá outro a partir de 30 janeiro. Podemos fazer um balanço do Governo do PS nos últimos seis anos, e nos serviços público é uma desgraça. Experimentem renovar o cartão do cidadãos ou meter os papeis para a reforma. Ainda ontem recebi um e-mail de uma portuguesa a contar o drama por não conseguir aceder à reforma", contou.

Rui Rio acrescentou que o SNS "é a principal área de falhanço", com um Governo que "piorou quase tudo" depois de herdar o trabalho do Executivo de Passos Coelho.

O PSD agendou para sexta-feira, na Assembleia da República, um debate sobre o estado da saúde em Portugal, antes da reunião do Infarmed entre especialistas e políticos, para definir novas medidas de combate à pandemia.

Sobre as eleições internas, e a falta de apoio de nomes relevantes do partido, como Francisco Pinto Balsemão ou Nuno Morais Sarmento, Rui Rio optou, mais uma vez, por não responder às perguntas dos jornalistas.

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