Francisco Rodrigues acusa Eduardo Cabrita da "maior baixeza política"

Francisco Rodrigues dos Santos argumenta que o ministro Eduardo Cabrita "recusou a assumir qualquer tipo de responsabilidade política e imputou responsabilidades ao seu motorista, passando levianamente por uma simbólica ação de sentimentos à família enlutada".

O líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, acusou, na noite de sábado, Eduardo Cabrita "da maior baixeza política" ao não assumir responsabilidades no acidente que vitimou um trabalhador e considerou que nada melhorará com a sua substituição por Francisca Van Dumen.

O primeiro-ministro, António Costa, "já há muito tempo devia ter demitido Eduardo Cabrita", das funções de ministro da Administração Interna, disse o presidente do CDS-PP, considerando que, ao não o ter feito, o chefe do Governo " permitiu que fosse acumulando vários escândalos que desqualificaram a ação deste Governo e o humilharam perante os portugueses".

Em Alcobaça, onde participou no Concelho Nacional da Juventude Popular, o presidente do CDS-PP reagiu às declarações de Eduardo Cabrita, que afirmou ser "apenas um passageiro" da viatura que atropelou mortalmente um trabalhador da autoestrada A6, em junho deste ano.

Para Francisco Rodrigues dos Santos, trata-se de "um argumentário da maior baixeza política que alguma vez este país poderá ter constatado", lembrando que o ministro Eduardo Cabrita "recusou a assumir qualquer tipo de responsabilidade política e imputou responsabilidades ao seu motorista, passando levianamente por uma simbólica ação de sentimentos à família enlutada".

Questionado sobre a substituição de Eduardo Cabrita, que na sexta-feira apresentou a demissão, pela ministra das Justiça, Francisca Van Dumen, o líder popular considerou que "a situação não vai certamente melhorar", acusando a governante de ser a ministra que falsificou o currículo do Procurador Europeu para falsear um concurso, "a mesma ministra que nomeou adjuntos para o DCIAP (Departamento Central de Investigação e Ação Penal".

Francisco Rodrigues dos Santos acusou ainda o Governo de manter no seu seio " a mesma toada de incompetência, de promiscuidade, de amiguinhos e de inimputabilidade", com a culpa a acabar "sempre por morrer solteira".

"Este Governo está esgotado, está a prazo e essa solução não acrescenta qualidade nenhuma" ao executivo concluiu.

No discurso, perante 120 jovens militantes do partido, Rodrigues dos Santos recordou "a ferida traumática de deixou marcas profundas na nossa democracia", o acidente que vitimou Francisco Sá Carneiro (PSD) e Adelino Amaro da Costa (CDS), ocorrido a 04 de dezembro de 1980.

"Após seis anos de governação socialista", defendeu a necessidade de resgatar "o exemplo destes dois modelos" e recuperar "uma aliança democrática".

Até porque, acrescentou, o compromisso eleitoral do CDS nas próximas eleições legislativas passa por "15 propostas concretas" que afirmem "a rutura com a governação socialista".

O líder do partido remeteu ainda para o início da próxima semana o anúncio da decisão relativa a uma futura coligação pré-eleitoral com o PSD.

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