Bloco propõe ministério para o clima, ponte ferroviária e cidades sem carros

O Programa Eleitoral do Bloco de Esquerda propõe também aumentar para 650 euros o ordenado mínimo em Janeiro e construir 100 mil habitações para arrendamento a preços baixos.

O Bloco tem no clima o ponto quente do seu programa. Para isso propõe medidas concretas que passam pelo retirar os automóveis do centro das grandes cidades, oferecendo, em alternativa, transportes públicos gratuitos para toda a gente. Quer dotar todo o país, até 2040, de uma rede ferroviária eletrificada e antes disso apresenta uma proposta para uma terceira travessia sobre o Tejo, exclusivamente ferroviária.

Medidas que juntamente com a criação de 100 mil novos postos de trabalho qualificados na reconversão dos serviços públicos, na transição energética e na reconversão industrial têm como objetivo chegar a 2030 com uma neutralidade carbónica....(20 anos antes do que já foi proposto pelo governo PS) O Bloco quer uma Lei de bases para a energia e propõe a criação de um Ministério da Ação climática

Se for governo, o Bloco de Esquerda aumentará, já em janeiro, o salário mínimo para 650 euros e até 2023 deverá ter um incremento superior a 5% ao ano. Haverá também uma redução para as 35 horas semanais no setor privado, medida que, segundo o partido de esquerda, criará 200 mil postos de trabalho.

Este programa Eleitoral propõe também criação de um serviço Nacional de habitação e a construção de 100 mil casas para arrendamento com custos entre os 150 e os 500 euros bem com a recuperação de 50 mil fogos para habitação social.

Nas contas que mexem com o dia-a-dia das pessoas, os bloquistas insistem no iva a 6& para a eletricidade e para o gás e no fim das rendas às empresas energéticas. Pretendem a Inclusão das creches, dos 0 aos 3 anos no sistema educativo geral para garantir a gratuitidade e no ensino superior querem a redução progressiva da propina até os 0 euros em 2023. Mais polémica poderá ser a intenção de criar um contingente especial para candidatos ao ensino superior das comunidades racializadas. Ainda no ensino estabelece também como meta acabar com os Mega agrupamentos e garantir a gestão pública das cantinas.

Na saúde, e depois de aprovada a Lei de Bases, o Bloco quer uma separação clara entre público e privado estabelecendo que não haverá gestão privada no Serviço nacional de saúde. Espera durante os próximos quatro anos ver legalizada a eutanásia e aumentar a rede nacional de cuidados continuados com especial atenção para a deficiência. O bloco quer até 2023 dotar as pessoas com deficiência com o salário mínimo e reforçar o estatuto dos cuidadores informais com um subsídio para quem precisar.

No programa eleitoral disponibilizado pelo Bloco desde as zero horas deste sábado há também a proposta de uma lei de bases para a cultura e outra para a justiça com a qual os bloquistas propõem o acesso gratuito à justiça para todos, o fim dos vistos Gold, a criação do crime de enriquecimento ilícito, o voto aos 16 anos e Regulação legal da canábis para maiores de 18 anos.

Para que estas e outras medidas aconteçam, o Bloco sugere a reestruturação da dívida, combate à evasão fiscal, tributação das grandes empresas e imposto de solidariedade sobre fortunas.

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