Jerónimo espera PS disposto a convergir e garante que a sua liderança "não está" em causa

Líder do PCP garante que não há qualquer questão colocada sobre a sua liderança ou o seu ciclo no partido.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou esta terça-feira que a maioria absoluta do PS pode "fechar possibilidades reais" de convergência em matérias que os comunistas dizem ser importantes para resolver os problemas do país.

"Resultante dessa própria maioria absoluta, onde o PS se sente confortado, naturalmente, pode fechar possibilidades reais de convergência", disse o dirigente comunista, no final de uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Jerónimo de Sousa acrescentou que a "indisponibilidade do PS" pode ser 'um travão' a respostas que o partido considerou como prioritárias, como, por exemplo, a revisão da legislação laboral ou a gratuitidade das creches.

"Se se confirma o objetivo do PS de fugir à intervenção, à proposta, à ação e iniciativa do PCP, designadamente na Assembleia da República, então essa via de convergência acabar por ficar, naturalmente, mais estreita", completou, ladeado pelo ainda líder parlamentar, João Oliveira, e pela dirigente comunista Margarida Botelho.

Questionado sobre se a sua missão no PCP chegou ao fim, Jerónimo sintetizou: "A questão não está colocada."

A Coligação Democrática Unitária (CDU), da qual fazem parte o PCP e "Os Verdes", contabilizou no domingo o pior resultado em eleições legislativas, perdendo seis dos 12 deputados que tinha desde 2019, incluindo a representação parlamentar do PEV e os dois 'pesos pesados' comunistas, João Oliveira e António Filipe.

LEIA AQUI TUDO SOBRE AS LEGISLATIVAS 2022

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