"Lábios negros, de luto." Ventura responde ao movimento #VermelhoemBelém

Candidato do Chega andou por Trás-os-Montes e, em Bragança, disse que se ficar à frente dos candidatos de esquerda, Marcelo Rebelo de Sousa terá de inverter o seu estilo de presidência.

Depois dos insultos pessoais aos adversários na corrida a Belém, o candidato presidencial do Chega desafiou este sábado os seus apoiantes a responderem ao movimento "#VermelhoemBelém" com uma "campanha dos lábios negros, de luto" pelo estado do país, num comício noturno, em Bragança.

"Por mim, meus amigos, os meus lábios seriam pintados de preto pelo luto que tenho pelo estado da nação. Chamemos-lhe campanha dos lábios negros porque é forma como devemos dizer o estado em que o país está", afirmou André Ventura.

Dirigentes, deputados e militantes bloquistas resolveram pintar os lábios de vermelho e colocar vídeos e fotos desse momento nas redes sociais, fenómeno que se tornou viral em apoio à concorrente a chefe de Estado Marisa Matias, que havia sido apoucada pelo deputado único do Chega por usar aquela cor de batom.

"De luto pela falta de condições na saúde, de luto pelo abandono dos nossos idosos, de luto pelo esquecimento do interior, de luto pela falta de justiça que temos, de luto por terem esquecido os portugueses de bem. Lábios negros e não lábios vermelhos, é o que temos de de fazer até ao fim da nossa campanha", declarou o líder da extrema-direita parlamentar.

"Era contra isto que eu queria ver indignação, era contra isto que queria ver os famosos a revoltar-se nas redes sociais ou nos programas de televisão da tarde e da manhã", atirou também Ventura, voltando a atenção voltada para o que diz serem os verdadeis problemas do país,

Em Trás-os-Montes, o candidato do Chega defendeu que vai ser necessário tirar conclusões políticas do resultado das eleições de 24 de janeiro. E foi a Marcelo que se dirigiu.

"Se esta candidatura ficar à frente da esquerda e da extrema-esquerda, é um claríssimo sinal vermelho para o Governo, que terá de inverter aquilo que tem feito ao país. E é um claríssimo sinal vermelho para Marcelo Rebelo de Sousa que, se vencer, terá de inverter o seu estilo de presidência", declarou o candidato, que acrescentou ainda que não continuará a ser aceite um "Presidente de selfies e mergulhos no mar".

As eleições presidenciais realizam-se em plena epidemia de covid-19 em Portugal em 24 de janeiro, a 10.ª vez que os cidadãos portugueses escolhem o chefe de Estado em democracia, desde 1976. A campanha eleitoral começou no dia 10 e termina em 22 de janeiro.

Há outros seis candidatos: o incumbente Marcelo Rebelo de Sousa (apoiado oficialmente por PSD e CDS-PP), a diplomata e ex-eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre), o eurodeputado e dirigente comunista, João Ferreira (PCP e "Os Verdes"), a eurodeputada e dirigente do BE, Marisa Matias, o fundador da Iniciativa Liberal Tiago Mayan e o calceteiro e ex-autarca socialista Vitorino Silva ("Tino de Rans", presidente do RIR - Reagir, Incluir, Reciclar).

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