Maiorias absolutas são "permeáveis ao poder económico". Catarina Martins garante cumprir mandato

Líder bloquista assinala que as questões do trabalho, saúde e clima serão centrais na luta do partido e alerta que o país não tem boa memória da última maioria absoluta.

A coordenadora do BE, Catarina Martins, alertou esta terça-feira para os perigos das maiorias absolutas, que não deixaram "boas memórias" e "são permeáveis ao poder económico", prometendo uma oposição "construtiva e exigente" ao futuro Governo do PS.

"O Partido Socialista teve uma maioria absoluta e, portanto, o que transmitimos ao senhor Presidente da República é que o Partido Socialista deve formar Governo. O Bloco de Esquerda estará na oposição de uma forma construtiva e exigente e com o programa que nos conhecem e o mandato com que fomos eleitos, nomeadamente nas questões do trabalho, da saúde e do clima", disse aos jornalistas à saída da audiência de uma hora com Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém.

A coordenadora do BE reiterou que as maiorias absolutas não deixaram "boas memórias no país até hoje", inclusivamente a última, que também foi do PS, no Governo então liderado por José Sócrates.

"Sabemos dos perigos da maioria absoluta, sabemos como as maiorias absolutas são permeáveis ao poder económico e, portanto, cá estaremos no papel exigente que o BE sempre teve e que não deixará de ter para defender o nosso país", comprometeu-se.

Para Catarina Martins, "há um trabalho muito exigente de oposição" -- "reforçadamente exigente", acrescentou - para "garantir que o interesse público é respeitado, para proteger o país da predação das elites económicas" que têm ficado com os recursos dos portugueses.

"Essa responsabilidade é acrescida e toda a gente sabe no país que o ntidade/org/bloco-de-esquerda.html" text-entity-id="50909" text-entity-type="Organization">Bloco de Esquerda é incansável sobre essa matéria", afirmou.

LEIA AQUI TUDO SOBRE AS LEGISLATIVAS 2022

Mandato cumprido "por inteiro"

Catarina Martins garantiu que cumprirá "por inteiro" o seu mandato à frente do partido, respondendo aos "caçadores de cabeças" que os bloquistas não decidem a sua direção de acordo com resultados eleitorais.

Questionada pelos jornalistas sobre se a liderança do BE foi discutida nesta reunião, tendo respondido de forma perentória: "Claro que não. O tema hoje é a indigitação. As questões do Bloco de Esquerda são discutidas no Bloco de Esquerda."

"Eu tenho ouvido alguns caçadores de cabeças. Aliás ouvi até com alguma curiosidade, por exemplo, um ex-dirigente da direita, atual advogado de negócios que tem vivido dos negócios das privatizações, dizer que se ia ver livre das meninas do Bloco. Bem, lamento imenso desiludir. O Bloco de Esquerda não decide a sua direção de acordo com resultados eleitorais", afirmou.

Quem decide a direção do BE, segundo Catarina Martins, "são os seus militantes".

"E eu cá estarei para cumprir o meu mandato por inteiro", garantiu.

A coordenadora bloquista disse sentir-se "muito confortável" com o mandato que lhe foi dado pelos bloquistas, reiterando que o cumprirá.

"Quanto ao mais eu peço desculpa. Eu sei que eu sou eventualmente a última institucionalista, mas nós estivemos numa reunião com o senhor Presidente da República em que isso não foi tema. No sábado reúne a direção nacional do BE e se calhar aí podemos responder a mais perguntas sobre essa matéria. Neste momento parece-me que até é indelicado. Estamos na Presidência da República", respondeu, perante a insistência dos jornalistas.

"Eu tenho ouvido alguns caçadores de cabeças. Aliás ouvi até com alguma curiosidade, por exemplo, um ex-dirigente da direita, atual advogado de negócios que tem vivido dos negócios das privatizações, dizer que se ia ver livre das meninas do Bloco. Bem, lamento imenso desiludir. O Bloco de Esquerda não decide a sua direção de acordo com resultados eleitorais", afirmou.

Quem decide a direção do BE, segundo Catarina Martins, "são os seus militantes".

"E eu cá estarei para cumprir o meu mandato por inteiro", garantiu.

A coordenadora bloquista disse sentir-se "muito confortável" com o mandato que lhe foi dado pelos bloquistas, reiterando que o cumprirá.

"Quanto ao mais eu peço desculpa. Eu sei que eu sou eventualmente a última institucionalista, mas nós estivemos numa reunião com o senhor Presidente da República em que isso não foi tema. No sábado reúne a direção nacional do BE e se calhar aí podemos responder a mais perguntas sobre essa matéria. Neste momento parece-me que até é indelicado. Estamos na Presidência da República", respondeu, perante a insistência dos jornalistas.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de