"Mentiras", "disco riscado": como BE e Chega tentaram agarrar o terceiro lugar

Catarina Martins e André Ventura picaram-se, atacaram-se e falaram para eleitorados diferentes. O BE acredita que como terceiro é "força de soluções". O Chega diz que tudo fará para "tirar" Costa do poder.

Com eleitorados distintos em vista, Catarina Martins e André Ventura gastaram grande parte dos 25 minutos de debate em ataques e contra-ataques, muitas vezes em tom pessoal.

A coordenadora do Bloco de Esquerda entrou logo ao ataque, referindo sempre o Chega como o partido da "extrema-direita" que é necessário meter "no seu lugar" e puxando para o debate o tema do combate à corrupção, uma das bandeiras do Chega, que acusou de nada ter feito sobre o enriquecimento injustiçado e sobre corrupção no futebol "nem um pio", além de ter votado contra os vistos-gold.

André Ventura ia rebatendo as acusações e desafiou Catarina Martins a enumerar uma proposta que o Chega tenha chumbado no combate à corrupção: "Se o BE quiser debater corrupção, estou lá de manhã à noite", disse o deputado e presidente do Chega que, por sua vez, acusou o Bloco de ser o quarto partido com mais património imobiliário.

Catarina Martins respondeu considerando que Ventura é "mais previsível do que um disco riscado" . A coordenadora do BE citou, por duas vezes, o Papa Francisco "Queremos viver num país em que os pobres são cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos ou num país decente?" levando o líder do Chega a ironizar: "Agora é católica?"

André Ventura acusou o Bloco de querer dar "700 euros, casa e trabalho a quem veio do mediterrâneo com um telemóvel na mão", enquanto "há pensionistas que recebem pensões de 200 euros."

Sobre cenários de governabilidade, Catarina Martins avisou contra o "pântano"e manifestou confiança em manter o terceiro lugar. Já André Ventura atirou que "O BE sabe que não vai ser a terceira força política e sabe muito bem" e responsabilizou o líder do PSD: "Rui Rio está a dizer "prefiro o PS ao Chega". Do nosso lado ou há transformação ou não aceitaremos", ainda assim garantiu que tudo fará para "tirar António Costa do poder."

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