"Naturalmente" não deveria acontecer. Ministro defende imagem das Forças Armadas após buscas da PJ

Augusto Santos Silva aproveitou para elogiar as Forças Armadas Portuguesas, num momento em que decorrem buscas nos Comandos por suspeita de tráfico de diamantes, ouro e droga em missões da ONU. O ministro acredita que este caso "naturalmente" não deveria ter acontecido mas não causa máculas na imagem das forças militares nacionais.

Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, foi questionado esta manhã acerca das buscas da PJ que estão em curso por todo o país. O ministro reage à operação em curso considerando que o que aconteceu não deveria ter acontecido, mas não põe em causa a imagem das Forças Armadas portuguesas no mundo. "O que digo é que a imagem internacional de Portugal muito beneficia do facto de nós sermos, como gostamos de dizer, um contribuinte líquido para a segurança internacional, e do facto de, em particular nas missões de paz das Nações Unidas, mas também nas missões da NATO e da União Europeia, o papel desempenhado pelos militares portugueses ser unanimemente reconhecido."

"Quer quando fui ministro da Defesa, quer agora como ministro dos Negócios Estrangeiros, não ouço de nenhum meu interlocutor internacional que fale sobre forças portuguesas destacadas em missões de paz internacionais outra coisa senão o pedido que nós continuemos e reforcemos a nossa presença", sublinha o governante. No entanto, quando questionado sobre o alegado envolvimento de comandos e ex-comandos num esquema de tráfico de diamantes, droga e ouro, bem como de branqueamento de capitais, em missões da ONU, Santos Silva reconhece que "naturalmente" é algo que não deveria ter acontecido.

"Não afeta a nossa imagem internacional. Se as autoridades judiciais entendem que há indícios que exigem investigações, essas investigações devem ser feitas. Vigora o princípio da separação dos poderes, não tenho nada a dizer sobre investigações em curso", rematou Augusto Santos Silva.

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