"Ninguém tem de ter medo dos votos dos portugueses porque isso é ter medo da democracia"

Marcelo Rebelo de Sousa exaltou os portugueses, que em momentos importantes mostram ser "conscientes", e regozija-se por, por esta hora, a abstenção ser mais reduzida do que em 2019. O Presidente da República também defende que "o voto dos portugueses é o que for", e que "é a partir deles que se vai determinar o futuro".

Marcelo já votou em Celorico de Basto, e admitiu ter saudades do tempo em que participava como voluntário nas mesas de voto, onde aproveitou para cumprimentar todos.

Questionado pelos jornalistas sobre se se arrepende de ter decidido a dissolução do Parlamento, o chefe de Estado responde: "Está feito, está feito, é preciso olhar para o futuro." Marcelo Rebelo de Sousa também argumenta que "o Conselho de Estado apoiou esmagadoramente" esta decisão.

O Presidente da República aproveitou ainda para comentar o nível de abstenção até esta hora, e regozija-se: "Os números são melhores do que em 2019."

A nível nacional há uma subida, frisa, sublinhando que, "nestas situações, os portugueses são muito conscientes", e exemplifica. Nas presidenciais, quando havia 300 mortos por dia, subiu a participação face às anteriores eleições, o que é um "sinal cívico muito importante".

Para Marcelo, "votar é uma prova de vida", e os portugueses, nestas eleições, "têm muitas escolhas, é uma riqueza do nosso sistema oferecer tantas escolhas". É uma oportunidade, garante.

"Ninguém tem de ter medo dos votos dos portugueses porque isso é ter medo da democracia. O voto dos portugueses é o que for. É a partir deles que se vai determinar o futuro, a recuperação económica e como se vão aplicar os fundos comunitários."

Marcelo não entra em especulações, mas lembra que receberá os partidos na terça e na quarta-feira, e que um dos temas dos debate foi a forma do Governo e que tipo de Governo deverá ser formado, e é isso que o chefe de Estado admite perguntar aos partidos. Marcelo Rebelo de Sousa vai ainda perguntar como veem a governação nos próximos tempos.

Confrontado ainda sobre a escalada de tensões entre a Rússia e a Ucrânia, Marcelo realçou que "a posição portuguesa é muito clara: tentar, tentar, tentar, tentar a via diplomática, não a deixar esgotar porque é preferível a qualquer outra". Por isso, o objetivo é "manter o diálogo com todas as realidades envolvidas". O Presidente da República salienta que há uma comunidade ucraniana muito grande em Portugal, o que inspira ainda mais sensibilidade quanto a esta situação diplomática que "exige paciência e acompanhamento minuto a minuto, dia a dia".

Sobre o tema de haver emigrantes com dificuldades a votar, o chefe de Estado aponta que o Parlamento deverá pensar nas diversas formas de votar nos vários países, unificando-as. Também admite o Presidente da República que a Covid-19 acentuou as dificuldades.

Lembrando um dos temas que tocou na sua mensagem de apelo ao voto, Marcelo reforça que "a lei não permite os isolados irem votar ao sábado", e que a legislação eleitoral foi "pensada para outro tempo", e "preparada no meio da Revolução".

"Fui candidato à Constituinte, sei bem o que é fazer campanha no meio da Revolução", argumenta, dizendo que a lei eleitoral constituía uma "forma de pacificação depois de uma intensidade enorme nessa campanha".

"Não há dia de reflexão para o voto antecipado", alega, vincando que esta questão deve ser pensada.

Para o resto do dia, Marcelo já tem planos: almoçar com os presidentes da junta de freguesia da região, ouvir música e, de vez em quando, ouvir as notícias para saber como está o nível de participação no ato eleitoral. Vai ainda ter um encontro com jornalistas veteranos e segue para Belém para jantar.

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