Congresso do PSD. PCP lamenta que "questões concretas" do povo tenham "passado ao lado"

Para Octávio Augusto, a reunião dos sociais-democratas foi uma "operação de limpeza para colocar o conta-quilómetros a zero".

O PCP lamentou este domingo que as "questões concretas" do povo e dos trabalhadores tenham "passado ao lado" no encerramento do congresso do PSD e alertou que "tudo se encaminha" para "reabilitar o bloco central de interesses".

"Lamentamos que no encerramento deste congresso as questões concretas do povo, dos trabalhadores e do país tenham passado ao lado", criticou o representante do PCP no 39.º Congresso do PSD, que decorreu em Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro.

Segundo Octávio Augusto, membro da Comissão Politica do PCP, a reunião dos sociais-democratas foi uma "operação de limpeza para colocar o conta-quilómetros a zero", esquecendo o passado governativo mais recente do partido.

"Como se não tivéssemos tido a experiencia recente com o primeiro-ministro Passos Coelho, com o CDS no Governo, cortes, encerramento de tribunais, liquidação de direitos, um conjunto de aspetos que os portugueses, com certeza, não se vão esquecer", enumerou.

Sobre entendimentos entre PS e PSD, Otávio Augusto referiu que "tudo se encaminha, ouvindo dirigentes do PSD, ouvindo dirigentes do próprio PS com as mais altas responsabilidades, para ambos estarem disponíveis para reabilitar o chamado bloco central de interesses que de má memória tem para a vida dos portugueses".

O PCP salientou ainda que os resultados das eleições de 30 de janeiro vão ser preponderantes para o equilíbrio político.

"A força que a CDU vai conseguir obter nas eleições do dia 30 de janeiro será decisiva para o rumo que o país vai ter nos próximos tempos e que a CDU é, de facto, a vacina mais eficaz para contrapor à politica de direita, à alternância dos mesmo do costume", defendeu.

ACOMPANHE NA TSF O 39.º CONGRESSO DO PSD

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