Portugueses unidos contra crise política mas divididos sobre negociação do Orçamento

A sondagem Aximage/TSF/JN mostra que 26,1% defendem uma negociação com a chamada "geringonça" mas 24,3% escolhem o PSD como interlocutor do Governo. 65% dizem que "não é tempo de abrir uma crise política".

Os inquiridos mostram-se divididos sobre quem deve o Governo escolher para negociar o próximo Orçamento de Estado, mas estão claramente contra uma crise política.

A sondagem da Aximage para a TSF e JN mostra que a grande maioria (65%) concorda com Marcelo Rebelo de Sousa e considera que não é tempo de abrir uma crise política. Apenas 14% alinham na dramatização ensaiada por António Costa quando disse que, no caso dos partidos de esquerda não viabilizarem o OE2021, o Governo não negociaria com os partidos de direita, abrindo uma grave crise política.

Ora, esta sondagem contraria a opinião do primeiro-ministro: se existe uma vantagem para a hipótese de uma negociação com os partidos da esquerda (26,1%), a possibilidade de um acordo com o PSD surge logo a seguir com 24,3%. Esta hipótese recolhe o apoio de quase metade dos inquiridos do PSD e cerca de um terço dos do PS. Mas são ainda mais (27%) aqueles que não têm opinião.

O eleitorado socialista privilegia a negociação à esquerda (43%) e junto dos eleitores do PCP e do Bloco é encarada com mais agrado a possibilidade de um compromisso conjunto, envolvendo todas as partes da chamada "Geringonça", em vez de negociações isoladas.

A opção é clara junto dos inquiridos que dizem votar no PCP: 78% a favor de um acordo a três, contra apenas 7% que defendem uma negociação só com o partido. No Bloco de Esquerda, 58% alinham também num compromisso conjunto, acima dos 22% que defendem conversas apenas entre PS e Bloco.

Costa, Governo e oposição em queda. Marcelo sobe.

António Costa cai nove pontos na avaliação positiva (de 63% para os atuais 54%) e sobe nas notas negativas mais treze pontos percentuais.

A queda do Primeiro-Ministro também tem reflexo na avaliação do Governo que baixa 9 pontos percentuais para os 48%, no limiar da aprovação. 35% dão-lhe nota negativa.

Piora também a avaliação do desempenho da oposição com registo para quase 40% de opiniões negativas junto dos eleitores do PSD.

Pelo contrário, o Presidente reforça as avaliações positivas: 64% aplaudem a forma como desempenha o cargo. E junto dos eleitores socialistas, Marcelo Rebelo de Sousa recolhe mais de 80% de opiniões favoráveis.

Do lado crítico, existem 21% de opiniões negativas sobretudo junto do eleitorado de direita.

Em relação a julho, aumenta o grau de confiança no Presidente da República (47% contra 41% há três meses), em relação ao Primeiro-Ministro. Em julho, Costa recolhia 17% agora desce para 12%. 34% depositam a mesma confiança nos dois políticos.

Aumenta também o número de inquiridos que defendem uma maior exigência do Presidente em relação ao Governo: eram 62% agora são 73% entre eles, quase 60% dos eleitores do PS. Apenas 22% consideram que não deve existir mais pressão.

Ficha técnica
A sondagem foi realizada pela Aximage para a TSF e o JN, com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas políticos.
O trabalho de campo decorreu entre os dias 12 e 15 de setembro, Foram recolhidas 603 entrevistas entre maiores de dezoito anos residentes em Portugal.
Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo, idade, escolaridade e região.
À amostra de 603 entrevistas, corresponde um grau de confiança de 95% com uma margem de erro de 4.00%.
A responsabilidade do estudo é da Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de José Almeida Ribeiro.

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