Rio diz que a sua estratégia de "recentrar PSD" é que vai permitir vencer legislativas

O recandidato à presidência do PSD reiterou que é o único candidato capaz de derrotar o PS nas legislativas.

O recandidato à presidência do PSD Rui Rio destacou na sexta-feira a sua "estratégia de recentrar o PSD", porque é aí que se discutem as eleições, e reiterou que é o único capaz de derrotar o PS nas legislativas.

Num encontro com militantes na sexta-feira em Vila Nova de Gaia, Rui Rio enalteceu a sua "estratégia de recentrar o PSD, voltar a pôr o PSD como um partido do centro, e não como um partido marcadamente de direita, que não é".

"Se perdermos o centro, se nos deslocarmos para a direita, vamos ganhar o quê? vamos roubar 1% ou 2% ao CDS, tentar roubar 1% à Iniciativa Liberal? Onde ganhamos as eleições, é junto daquele eleitorado que decide as eleições, que ora vota no PS, ora vota no PSD", explicou.

Na véspera das eleições internas, disse que "é mais difícil ganhar amanhã do que ganhar no dia 30 de janeiro" as legislativas e reiterou que é o único candidato capaz de derrotar o PS nas legislativas.

Quanto às críticas apontadas pelo seu adversário, Paulo Rangel, que o critica de ter feito uma fraca oposição, disse não entender uma coisa: " [dizem que] querem eleger um líder de oposição mais agressivo, mas nós, em 30 de janeiro, queremos eleger um líder de oposição, ou queremos eleger um primeiro-ministro?", questionou.

O atual líder social-democrata considerou ainda que "o tipo de oposição que foi feita, responsável e sóbria, é a oposição que leva os portugueses a olhar para o PSD como um partido e um líder [Rui Rio] capaz de pegar na governação do país".

A seu favor tem também, defendeu, "um PS débil" depois da queda da geringonça.

Sobre "a ideia de que o PS é que governa, o PS é que é maioritário", lembrou que o PSD governa nas duas Regiões Autónomas, conquistou a Câmara Municipal de Lisboa, entre várias outras autarquias e tem também a presidência da República.

"A única coisa que realmente falta para o PSD ser um poder central e fundamental em Portugal é, justamente, o Governo", disse.

Com olhos postos nas legislativas, com fez ao longo de toda a campanha para as internas, avançou com "três linhas de comportamento fundamentais de diferença para Partido Socialista".

"Mais rigor e menos facilitismo", uma "política económica de redução de dívida pública", porque, afirmou, durante o Governo de Costa, "a dívida pública aumentou sempre, o que baixou foi a relação entre a dívida e o produto", e uma "atitude reformista" é o que Rio promete trazer para o executivo, caso seja eleito, amanhã, e a 30 de janeiro.

Quanto às reformas, adiantou que elas são necessárias na Constituição da República, no sistema eleitoral e na justiça, matéria em que acusou Paulo Rangel de fazer demagogia, ao dizer que o que interessa é o preço do pão.

Até quando falava em "emendar os erros do Partido Socialista" teceu críticas ao seu adversário nas diretas, que "ultrapassou o Partido Comunista pela esquerda" ao prometer um salário mínimo de 1.500 euros.

Para Rui Rio, o que importa é "subir o salário médio nacional", "criar melhores condições fiscais a quem vai criar os rendimentos" e reverter a "degradação dos serviços públicos", com ênfase para o Serviço Nacional de Saúde.

O atual líder do PSD, Rui Rio, e o eurodeputado Paulo Rangel disputam no sábado a presidência do partido, em eleições diretas em que podem votar perto de 46.000 militantes.

De acordo com o site do PSD, o universo eleitoral para as décimas eleições diretas do partido é de 45.973 militantes, aqueles que têm as quotas em dia para poder votar.

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