Santos Silva responde a críticos e jura bater-se pelos interesses de Portugal

Ministro dos Negócios Estrangeiros diz que governo está a trabalhar ao nível técnico, diplomático e político para que seja revertida decisão britânica de excluir Portugal da lista de destinos seguros. Augusto Santos Silva explica que quarentena obrigatória não é eficaz e deixa um recado para os críticos.

Como que por um mais um, Augusto Santos Silva explica porque é que as medidas britânicas não são totalmente eficazes e porque é que o governo português "não é partidário" da quarentena imposta no Reino Unido a quem chegue de Portugal. "Por razões simples e lógicas, basta pensar que hoje, quem fosse diretamente do aeroporto de Lisboa para Londres, seria sujeito a um dever de auto isolamento à chegada, mas se fizesse escala noutro aeroporto europeu, deixaria de ter esse dever", nota o governante.

Santos Silva garante que todos os esforços estão a ser feitos, tanto ao nível técnico e diplomático, como ao nível político com contactos bilaterais entre os dois governos.

Mas perante a incerteza em que vivem neste momento milhares de portugueses residentes no país, Santos Silva tenta transmitir uma palavra de confiança. "A confiança é essencial nestas ocasiões. Nós confiamos na capacidade de decisão britânica, confiamos na transparência da informação que fornecemos e na credibilidade da informação, incluindo aquela visão de respeito à variação regional de incidência da pandemia, acreditamos nas razões que nos assistem e também acreditamos que todos nós deveremos ser humildes no enfrentamento da pandemia", atira o chefe da diplomacia nacional.

Mas Santos Silva vai mais longe. Se antes se refere à humildade que o Reino Unido deve ter, sem dar nomes, critica também a postura de outros parceiros europeus. "É mais credível e merece mais confiança um país como Portugal - e outros países na UE há vários - em que não se passa, como que por milagre, de existir uma pandemia para não existir nada", sublinha o governante.

"As coisas acontecem como é suposto acontecerem", vinca o ministro que acredita que toda esta história terá um desfecho positivo. "Todos os assuntos com que lido podem ter desfechos positivos, por isso é que trabalho neles", diz Santos Silva sem se comprometer se será em breve. "Aqui o tempo é uma variável crítica", nota.

Quem se mete com Santos Silva...

Fazendo jus à máxima socialista de que "quem se mete com o PS, leva", o ministro sem pedir licença não deixou escapar a ocasião para responder aos críticos que durante o fim de semana apontaram o dedo à postura do governante.

"Queria dizer uma coisa porque também leio jornais e oiço os comentadores: julgo que a ninguém parecerá estranho que um ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal se bata pelos interesses de Portugal, é que é mesmo isso que jurei fazer quando tomei posse...", conclui deixando uma farpa aos comentadores políticos nacionais.

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