Sessão solene de Zelensky no Parlamento português? Só "a partir da próxima legislatura"

Gabinete do presidente da Assembleia da República responde à proposta do PAN.

O PAN propôs uma "sessão solene de boas-vindas" na Assembleia da República (AR) com a participação do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Em resposta, Ferro Rodrigues, presidente da AR, afirmou que esse pedido não será já concretizado, uma vez que o Parlamento ainda está dissolvido e aguarda o apuramento final das últimas eleições legislativas.

"Esse eventual convite será oportuno apenas a partir da próxima legislatura, única forma de respeitarmos a Ucrânia e a sua luta pela democracia, pela legalidade e pela soberania. A situação de guerra existente na Ucrânia, em resultante da brutal e ilegítima invasão russa, é extremamente grave e deve ser tratada com total consideração, o que exige, nomeadamente, que a Assembleia da República se encontre na plenitude da seu composição", justificou à TSF Ferro Rodrigues.

Quando a nova Assembleia da República for constituída, "caberá a esta, caso assim o entenda, deliberar sobre a pertinência e oportunidade para a realização da sessão solene pretendida".

No documento da proposta, assinado pela deputada e porta-voz do partido Pessoas-Animais-Natureza, Inês Sousa Real salienta "a bravura e heroicidade da resistência levada a cabo pelo povo ucraniano" e defende que, "atendendo àquela que tem sido a evolução desta guerra", a "solidariedade para com o povo ucraniano e a luta por uma Ucrânia soberana, independente, livre e europeia, exigem gestos diplomáticos mais simbólicos da parte de todos os países empenhados em tais desígnios".

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 726 mortos e mais de 1.170 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, entre as quais três milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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