Reforço de autocarros na Grande Lisboa "fica muito aquém das necessidades"

Quase uma semana depois de o Governo ter reposto os meios de transporte em circulação na Área Metropolitana de Lisboa até 90% da oferta pré-pandemia, utentes continuam a queixar-se de falta de autocarros.

Os utentes dos transportes querem mais oferta para cumprir o distanciamento físico, depois de o Governo ter reposto os meios de transporte em circulação na Área Metropolitana de Lisboa até 90% da oferta pré-pandemia.

Luísa Ramos, do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, explica que a reposição de alguns autocarros na Grande Lisboa não é suficiente.

Em declarações à TSF, Luísa Ramos, que é também porta-voz Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul, dá o exemplo da Transportes Sul do Tejo (TST), referindo que os autocarros continuam a ter horários muito espaçados.

"Há zonas que continuam, a partir de certa hora, a não ter transporte - a partir das 21h, das 20h30. Há também zonas em que os autocarros são de hora a hora, de hora e meia em hora e meia", detalha.

O utentes dos transportes públicos consideram que a oferta é desadequada, não permitindo manter o distanciamento necessário para evitar a propagação da Covid-19. "Os autocarros vão cheios para determinadas zonas. Consideramos que está muito aquém das necessidades e das possibilidades".

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, já reconheceu os problemas estruturais nos transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa mas garante que a lotação dos comboios está abaixo dos 50% em hora de ponta.

Em declarações à TSF, Luísa Ramos considera que as estatísticas não são suficientes para perceber o dia-a-dia.

"Não sei se o senhor [ministro] anda de comboio de vez em quando, se é nas horas de ponta, se é fora das horas de ponta. Não faço ideia mas sei, objetivamente, que as estatísticas, às vezes, não nos dão a dimensão da realidade".

Apesar do medo, Luísa Ramos admite que os utentes continuam a andar em autocarros cheios porque não se podem dar ao luxo de esperar pelo próximo transporte.

"Receiam que se não forem nesses autocarros com muita gente, chegam atrasados, perdem o dia de trabalho. Às vezes, mesmo com medo, as pessoas entram no autocarro. Não temos conhecimento de problemas pela falta do uso de máscara mas as pessoas vão desconfortáveis, porque se olha uns para os outros e nunca se sabe onde está o perigo", afirma.

LEIA AQUI TUDO SOBRE O NOVO CORONAVÍRUS

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de