A terra treme em São Jorge e Marcelo veio agitar a ilha

O Presidente da República ouviu, perguntou, esclareceu as dúvidas e sai de São Jorge com um espírito mais tranquilo. No fim, ficou uma promessa entre copos.

Marcelo Rebelo de Sousa chegou ainda minutos antes da hora prevista. O som do helicóptero anunciou a chegada do Presidente da República, e logo a comitiva do governo regional dos Açores entrou na pista do aeroporto da ilha de São Jorge para o receber. Marcelo, e quem o acompanhava, meteu-se num carro.

Tal como estava estipulado, a primeira paragem deu-se bem no centro da vila de Velas, na Casa-Museu Cunha da Silveira. Logo aí, Marcelo e todos os que com ele chegaram de helicóptero - onde se incluiu o Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Luís Garcia, e Patrícia Gaspar, secretária de Estado da Administração Interna que se vai manter no cargo no Governo que toma posse já esta quarta-feira - puderam assistir a uma breve explicação de Rui Marques, presidente do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores.

Na quase visita-relâmpago, o Presidente da República passou ainda pela freguesia dos Rosais, onde visitou uma das estações onde o CIVISA tem montada uma central que monitoriza os sismos registados na ilha. "Mais vale pecar por excesso do que por defeito", ressalvou Marcelo.

O cronómetro não parava, e o tempo inicialmente falado de visita - de apenas uma hora - já estava quase a ser ultrapassado. O rodopio pela ilha de São Jorge teve ainda passagem pela freguesia da Urzelina, concelho de Velas, num momento simbólico.

A Igreja da Urzelina ficou completamente destruída num dos maiores sismos que marcam a história da região, o de 1808. Mas a torre continua de pé.

Na Calheta, Marcelo cumpriu aquela que é já a sua imagem de marca: o contacto com as pessoas. No cais da vila, os dois principais cafés da zona estavam de porta aberta e com casa cheia. A população não o esperava, mas a festa fez-se na mesma. Abraços, beijos e selfies. Por breves instantes, desapareceu o cenário de medo e preocupação que se tem sentido na ilha nos últimos dias.

Entre copos, Marcelo prometeu voltar em breve, ainda antes da Páscoa. Há de voltar nos dias 14 e 15 de abril. A visita acabou por demorar três horas.

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