Banco Alimentar volta a recolher alimentos e a registar aumento de pedidos

A presidente do Banco Alimentar contra a Fome afirma que é importante "dar um sinal de esperança e de normalidade" e acredita que os portugueses vão responder à altura.

O Banco Alimentar contra a Fome realiza este sábado e domingo uma campanha de recolha de alimentos, que volta a ser presencial e envolve cerca de 20.000 voluntários, num momento em que se verifica um novo acréscimo da procura.

Ouvida pela TSF, Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar contra a Fome, diz que é importante dar um sinal de alguma normalidade.

"Ao longo deste período da pandemia, o canal online e os vales adquiriram uma força nova, porque era a única forma de nós estarmos presentes nas lojas. No final do domingo vamos ver quanto é que foi a campanha física, até porque estamos em cerca de menos 500 lojas do que aquilo que é habitual", explica, sublinhando que "aquilo que é importante não é quantidade que é doada, é o sinal de esperança e de normalidade que a presença de voluntários vai trazer pelo simples facto de voltarmos a estar presentes fisicamente nas lojas como antes da pandemia".

Isabel Jonet acredita que os portugueses vão responder à altura, tendo em conta a atual situação social. "Será a melhor campanha possível dentro da atual conjuntura, tanto sanitária como económica e social", afirma. A responsável refere que as "pessoas que contribuem são pessoas de todas as categorias sociais e idades" e, por isso, "resta saber qual vai ser o afluxo às lojas" e "como as famílias estão em termo de poder económico para contribuir".

Em declarações à agência Lusa, a presidente da instituição, Isabel Jonet, afirmou que depois de em fevereiro se ter verificado um aumento da procura por esta ajuda, quando a economia voltou a fechar, a situação começou a normalizar, "a pouco e pouco", no verão, mas que nas duas últimas semanas houve "um acréscimo de pedidos".

Isabel Jonet atribuiu este acréscimo a uma antecipação das dificuldades que poderão advir do fim das moratórias. "Hoje vemos pessoas que estão a pedir por precisarem ou porque estão na expectativa de ficar sem emprego no final do mês", disse.

"O Banco Alimentar é um barómetro imediato", declarou, acrescentando que provavelmente há empresas que já comunicaram a não renovação de contratos a seguir ao natal. "De certeza que vamos ter muito mais pedidos", antecipou a responsável.

A campanha abrange os 21 bancos alimentares que existem em Portugal.

Depois de a pandemia de Covid-19 ter impedido a presença de voluntários nas lojas, desde maio de 2020, a campanha volta a decorrer da forma habitual, em cerca de 1.200 estabelecimentos comerciais, de Norte a Sul do país.

De acordo com a instituição, no ano passado os bancos alimentares distribuíram 29.939 toneladas de alimentos, com um valor estimado em 41,9 milhões de euros.

Os bens foram entregues a 2.700 instituições e entidades e contribuíram para a alimentação de 450.000 pessoas.

De 27 de novembro a 05 de dezembro também estará disponível uma campanha online para a contribuição através de um vale em www.alimenteestaideia.pt

As campanhas de recolha de alimentos realizam-se duas vezes por ano.

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