Cervejaria Galiza decide avançar com insolvência mas mantém trabalhadores

O Governo e a administração da empresa estiveram reunidos.

O Ministério do Trabalho chegou a acordo com a gerência da Cervejaria Galiza e vão avançar para a insolvência, mas o estabelecimento não deverá fechar e mantém os 31 trabalhadores.

Esta quarta-feira tutela e administração estiveram reunidos, num encontro que contou com representantes do Sindicato da Indústria de Hotelaria, do IAPMEI, da Segurança Social e do IEFP. O sindicalista Nuno Coelho diz que já no final de janeiro tinha ficado decidido requerer a insolvência no caso de nenhum investidor apresentar uma proposta, o que até ao momento não aconteceu pelo que hoje decidiram avançar com o processo de insolvência.

"É um processo de insolvência controlado, isto é, o administrador de insolvência convoca uma assembleia de credores, assume e perante a assembleia de credores vai cumprir o que decidirem. Mas debate-mo-nos para que possa ser uma insolvência em que o estabelecimento se mantenha a laborar, como até aqui, a empresa tem sido viável e tem faturado para pagar aos trabalhadores a parte das dívidas... E mantenha o estabelecimento aberto, faça um leilão e a receita obtida do leilão será para abater a divida. Assim, o estabelecimento continuará a laborar e com os trabalhadores, mas agora estamos dependentes do pedido de insolvência, porque a empresa não foi muito clara em dizer quando iria avançar".

Nuno Coelho, do sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria do Norte diz que esta é uma boa solução, vai ao encontro do que os trabalhadores defendiam.

"Beneficia todos, mesmo o estado. Se fechar é menos dinheiro que entra para a Segurança Social e depois são menos 30 postos de trabalho que depois terão que ser suportados pela SS, que terá que pagar subsídios de desemprego. Não é vantajoso para ninguém".

Ficou marcada para o dia 16 de março uma nova reunião.

Há cerca de 4 meses que os 31 trabalhadores da Cervejaria Galiza, no Porto, estão a gerir o espaço, depois de uma tentativa frustrada da empresa de fechar o estabelecimento. Já não há salários em atraso, mas mantém-se as dívidas aos fornecedores, à Segurança social e à autoridade tributária.

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