Comunidade estrangeira "cresceu de forma exponencial". Sertã quer integrar e eliminar estereótipos

A Sertã quer ser um exemplo na inclusão. Com uma comunidade estrangeira "a crescer de forma exponencial", a Câmara vai apostar na literacia para utilização de serviços, na formação de jovens e na captação de mão de obra estrangeira na localidade.

A Câmara da Sertã lança nesta terça-feira um projeto para integrar migrantes e pessoas de etnia cigana. Os últimos dados, relativos a 2020, revelam que vivem no concelho da Sertã 540 pessoas pertencentes a estas minorias, um número que tem vindo a subir todos os anos. Entrevistado na Manhã TSF, pelo jornalista Fernando Alves, o presidente da Câmara, Carlos Miranda, adiantou ter muitos planos.

"Nós não temos propriamente um problema, nós estamos é a tentar prevenir problemas que possam eventualmente a acontecer", salienta o autarca, que dá conta de um crescimento "de forma exponencial da comunidade estrangeira". De acordo com o presidente da Câmara, vivem no município 16 pessoas de etnia cigana, embora esta seja "uma população que vai oscilando ao longo do tempo". Residem ainda na Sertã estrangeiros proveniente dos PALOP e de outros países da Europa. "Em 2008, tínhamos 145 pessoas. Agora temos mais de 500."

O plano prevê a atuação de uma equipa de mediação intercultural que decorre da implementação do Plano Estratégico para as Migrações do Alto Comissariado das Migrações, de forma a contribuir para a inclusão e para a eliminação de estereótipos. "Em primeiro lugar, proporcionar ajuda às comunidades migrantes, para resolver problemas burocráticos: por exemplo, articular com entidades como a Segurança Social, como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, como o serviço de Finanças, etc."

São ainda anunciadas por Carlos Miranda "sessões de esclarecimento junto da comunidade, principalmente junto da comunidade escolar", iniciativas de "desenvolvimento de competências junto da comunidade migrante e de etnia cigana para que melhor se possam integrar" e "ações de informação junto das entidades empregadoras no sentido de as sensibilizar também para a possibilidade de recrutarem estas pessoas e de proporcionarem oportunidades de trabalho a estas pessoas".

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