Transparência e Integridade sobre vistos gold: "Corremos o risco de tornar Portugal uma lavandaria"

Susana Coroado, presidente da Transparência e Integridade, lembra que comprar casas sem vê-las é um sinal de alerta.

A Transparência e Integridade não se opõe ao fim dos vistos gold e lembra que o aumento de 13% em fevereiro do investimento captado através deste regime dá sinais preocupantes.

Susana Coroado, presidente da Transparência e Integridade, lembra que comprar casas sem vê-las é um sinal de alerta.

"Não deixa de ser estranho ao fim de um ano de pandemia com as viagens extremamente limitadas, aparentemente, é possível continuar a comprar casa em Portugal. Aliás, há um ano, uma agência imobiliária orgulhava-se de dizer que andava a vender casas pela internet, quando todos os manuais de combate ao branqueamento de capitais e as obrigações que as próprias imobiliárias têm dizem que comprar uma casa sem a visitar é, logo à partida, um sinal de alerta", sustenta em entrevista à TSF.

A Transparência e Integridade considera que deve ser feito "um estudo sobre o custo-benefício e os verdadeiros riscos e vulnerabilidades relativamente ao branqueamento de capitais e evasão fiscal".

Susana Coroado lembra que há riscos associados aos vistos gold que podem trazer problemas de sobre branqueamento de capitais e evasão fiscal.

"É possível inserir na Europa, através dos vistos gold, traficantes de droga, terroristas,etc. É fundamental que se tenha noção de quem são estas pessoas e os seus familiares, porque muitas vezes é possível que não seja o criminoso em si a candidatar-se, mas depois lhe seja atribuído um visto porque é conjuge ou é filho ou é pai de alguém com a ficha limpa a quem foi dado o visto. Corremos o risco de tornar Portugal uma lavandaria e, sobretudo, a porta de entrada para criminosos e corruptos na Europa", defende.

Na perspetiva de Susana Coroado estes são riscos que afetam também a economia portuguesa, pois "quando os fundos que são investidos em Portugal têm origem criminosa, quando vêm de países extremamente instáveis e de regimes que roubam a sua própria população, isso cria riscos para a própria economia portuguesa".

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