Curva da epidemia está a abrandar. DGS garante que medidas estão a ter efeito

As autoridades de saúde preveem que o pico do surto de Covid-19 em Portugal seja atingido no final de maio.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou, este sábado, que as medidas de contenção adotadas em Portugal estão a ter resultado e a causar o abrandamento da curva da epidemia de Covid-19.

Na conferência de imprensa diária realizada em conjunto pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Ministério da Saúde, Graça Freitas garantiu que um dos maiores objetivos do país foi atingido, desde o início da aplicação de medidas de resposta ao novo coronavírus, como o fecho das escolas.

"Era um dos nossos grandes objetivos", referiu Graça Freitas.

Foram confirmadas, até ao momento, 100 mortes por Covid-19 e 5170 pessoas infetadas com Covid-19, segundo o último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

Nas últimas 24 horas, morreu, em média, uma pessoa a cada hora, vítima do novo coronavírus e foram detetados 902 novos casos de contágio.

De acordo com os dados da DGS, registou-se um crescimento de 21% de casos confirmados. Os 100 óbitos registados representam uma taxa de mortalidade de 1,9%, sendo que a faixa de letalidade é de 7,9% nos maiores de 70 anos.

Perante este cenário, a ministra da Saúde, Marta Temido, antevê que o pico máximo do surto em Portugal deve ser atingido no final de maio - e não no final de abril, como apontavam as previsões anteriores.

"A incidência máxima da infeção estará adiada para o final de maio", adiantou a ministra, referindo que esta tendência de evolução "coloca uma grande pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS)" e sobre toda a população.

A diretora-geral da Saúde acrescentou ainda que o pico do novo coronavírus não deverá resumir-se a apenas um dia, mas que deverá ser, sim, "um planalto de casos mais ou menos semelhantes durante vários dias".

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