DGS aceita pagamentos a dinheiro, mas com regras. Risco é "muito baixo"

Ciência revelou, entretanto, que risco de contágio com notas e moedas é muito baixo.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) diz que o risco de contrair Covid-19 através de moedas e notas é "muito baixo" e mudou os conselhos sobre a forma de fazer pagamentos em época de pandemia: não há problema em usar dinheiro se as mãos forem bem higienizadas depois de pagar.

A DGS acaba de atualizar as orientações para oito setores de atividade sendo que em quatro as mudanças ocorrem por causa dos pagamentos e em sete devido ao uso do ar condicionado.

Para restaurantes, cafés, transportes públicos, clínicas, dentistas ou equipamentos culturais as orientações continuam a aconselhar que se se usem meios de pagamento que não impliquem contacto físico - por exemplo, cartões multibanco que não obriguem a colocar código.

No entanto, a DGS destaca que a evidência científica recente mostra que o risco da utilização de moedas e notas é considerado "muito baixo" desde que se cumpram "as regras de higienização das mãos".

Razão que leva a DGS a acrescentar, agora, que os pagamentos podem ser feitos com notas e moedas desde que as mãos sejam "higienizadas após o seu manuseamento".

Sobre o uso de ar condicionado, a DGS conclui que o risco da utilização destes sistemas é "muito baixo desde que se cumpram as regras para uma utilização segura".

Entre essas regras, diz a autoridade de saúde, as normas de manutenção aconselhadas pelo fabricante e para a renovação do ar nos espaços fechados.

Para justificar as atualizações que faz nas suas orientações para oito setores de atividade a DGS diz que, "à semelhança da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro Europeu de Controlo de Doenças, tem acompanhado de perto a evolução do conhecimento científico desde que foram reportados os primeiros casos de Covid-19".

"A 9 de julho, a OMS emitiu um comunicado sobre as vias de transmissão do SARS-CoV-2 em que reitera que a transmissão do vírus ocorre maioritariamente através de secreções e gotículas e do contacto próximo com pessoas infetadas, não excluindo a possibilidade de transmissão por aerossóis", sublinha a DGS.

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