"Falta de vontade política." Mil trabalhadores podem ser dispensados das escolas

Os sindicatos pedem ao Ministério da Educação que prolongue os contratos dos funcionários empregados em 2017.

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais protestou contra a precariedade da escola e pela defesa de cerca de mil trabalhadores não docentes que vão ser dispensados. A manifestação deu-se junto ao Ministério da Modernização do Estado.

Artur Sequeira garante à TSF ter recebido a confirmação por parte da tutela de que os trabalhadores contratados em 2017 não podem ter o contrato renovado. Para o dirigente sindical o que está em causa é falta de vontade política.

"Fomos informados pela Direção-Geral do Ensino Escolar que os trabalhadores contratados em 2017, com contrato a termo certo, para fazer funções de caráter permanente, não podem ver os seus contratos renovados porque já fizeram duas prorrogações e a lei não permite mais. Mas esta é uma questão de vontade política. O Ministério da Educação contratou estes trabalhadores de forma ilegal, e não se preocupou com isso", acusa.

Artur Sequeira admite que não sabe quantos trabalhadores são ao certo, mas o despedimento pode atingir mil funcionários. Os trabalhadores contratados nos anos seguintes vão, no entanto, manter as prorrogações.

O sindicalista sublinha, em declarações à TSF, que devido à Covid-19, mais do que nunca, estes trabalhadores fazem falta nas escolas.

"Com a Covid, estes trabalhadores seriam ainda mais fundamentais para as escolas. A falta de trabalhadores vai ser notada. Ao privilegiar as aulas presenciais, os trabalhadores não docentes vão ser muito mais necessários para a segurança e vigilância da saúde nas escolas", garante.

O dirigente sindical adianta que o Ministério da Educação tem até ao dia 31 de agosto para abrir concursos, "de forma a garantir que todos os trabalhadores contratados em 2017, entrem nas escolas". Se não for assim, Artur Sequeira garante que os protestos vão fazer-se ouvir.

"Mandámos ofícios para o provedor, para o Ministério da Educação, para a ministra Alexandra Leitão. Foi esta ministra, enquanto secretária de Estado da Educação, que contratou todos estes trabalhadores. Até 31 de agosto, tudo pode a acontecer. A luta, até que não tenhamos uma resposta, está em cima da mesa", atira.

A federação contesta o alegado despedimento de cerca de mil trabalhadores não docentes a mês e meio do início do novo ano letivo.

Recomendadas

Patrocinado

Apoio de