PSP e Segurança Social desmentem versão do Ministério Público sobre gémeas

Ao contrário do que a PGR comunicou esta quinta-feira, a PSP e a Segurança Social garantem que não receberam pedidos da justiça.

A Segurança Social e a Polícia de Segurança Pública (PSP) não foram contactadas pelos serviços do Ministério Público (MP) para encontrar a família das gémeas e, como tal, não houve desenvolvimento de diligências no caso, avança o jornal Público .

O gabinete do Ministério da Segurança Social revelou ao jornal que "no ano de 2017 (ano a que o MP se refere na nota para a comunicação social) e após consulta ao processo, não constam do mesmo solicitações do MP para intervenção do Instituto da Segurança Social I.P., não tendo por esse motivo sido desenvolvidas diligências junto desse agregado familiar".

No mesmo sentido reagiu o gabinete de imprensa da direção nacional da PSP, dizendo que não recebeu nenhuma solicitação do Ministério Público para localizar as gémeas ou a família, frisando que o último pedido data de janeiro de 2017 e foi feito pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).

"Após essa altura não existiu mais qualquer diligência solicitada pela CPCJ ou outra entidade (pelo menos para a PSP), nem houve qualquer conhecimento por parte da PSP do paradeiro dos pais das crianças e das próprias crianças", garantiu a PSP ao jornal Público.

A polícia admite que foi contactada pelo menos duas vezes pela CPCJ nos últimos três anos, mas em momento algum recebeu um pedido do Ministério Público, contrariando o comunicado da PGR que esclarecia a sequência de acontecimentos no caso das gémeas da Amadora.

O Ministério Público tinha revelado ainda o contacto com a DGESTE (Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares), uma posição que o Ministério da Educação confirma, revelando ter recebido um e-mail em julho de 2017 a questionar a matrícula das crianças. A resposta seguiu no dia seguinte: as gémeas não estavam matriculadas em nenhuma escola pública ou privada com contrato de associação.

Sabe-se ainda que as gémeas eram seguidas no centro de saúde local, já que os boletins de saúde e de vacinas foram encontrados na garagem em que as crianças viviam e estavam atualizados.

As crianças estão agora num centro de acolhimento e o processo criminal está em fase de investigação e em segredo de justiça.

Engageya Widget 1

Engageya Widget 2

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de