"Não se corram riscos." Nem todos os centros de dia vão reabrir no sábado

Nos casos onde o centro de dia fica junto a um lar, por exemplo, a abertura carece de autorização da Segurança Social e das autoridades de saúde.

Nem todos os centros de dia vão reabrir no sábado, conforme autorização dada pelo Governo. É a convicção do presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel de Lemos, que lembra que só os centros de dia que estão fisicamente isolados podem abrir sem problemas.

Nos casos onde o centro de dia fica junto a um lar - tecnicamente conhecido por ERPI - Estrutura Residencial Para Idosos -, por exemplo, a abertura carece de autorização da Segurança Social e das autoridades de saúde.

"Aqueles sítios com entradas e saídas próprias, para que as pessoas que estão no centro de dia não entrem em contacto com os idosos dos ERPIs, podem começar a abrir a partir do dia 15. Ainda ontem tive oportunidade de registar uma misericórdia onde isso vai acontecer. Depois, aqueles que estão dentro dos ERPIs, dificilmente abrirão porque o risco para os idosos que estão lá é muito grande", explicou à TSF Manuel de Lemos.

O presidente da União das Misericórdias revela que há várias instituições a fazer obras de adaptação para cumprirem as regras e, em setembro, mais centros de dia poderão abrir.

"Talvez não abram assim muitas. As instruções que demos, de acordo com o ministério e a Direção-Geral da Saúde, foi para que não se corram riscos. Portanto, talvez não abram muitas dessas que têm os centros de dia dentro dos ERPIS, mas esse número vai aumentar ao longo do mês de setembro", acredita o presidente da União das Misericórdias.

Manuel de Lemos considera que "vai correr tudo bem" nesta nova fase, apesar de os riscos existira, uma vez que os utentes dos centros de dia são pessoas que diariamente estão integradas na comunidade e, por isso, sujeitas a contrair o vírus.

"Estas pessoas vão para casa, andam na carrinha e entram em contacto com outras pessoas, portanto há algumas normas especiais. Por exemplo, na medida do possível e se não houver contraindicação médica, devem estar com máscara o tempo todo no sentido de se protegerem e protegerem os outros", aconselhou Manuel de Lemos.

Quanto a eventuais receios dos idosos em frequentar os centros de dia para não apanharem Covid, Manuel de Lemos defende a liberdade e a opção de cada um.

"Há de tudo, há pessoas que dizem que querem continuar a sua vida como faziam antes, há outras que têm um traço vermelho para além do qual não passam e quem queira acautelar todas as circunstâncias e manterem-se vivos. Isso é da natureza humana, vem de cada um", acrescentou o presidente da União das Misericórdias.

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