Trabalhadores do setor da alimentação dos Hospitais do Algarve em greve

Os funcionários pedem melhores condições de trabalho.

Os trabalhadores do SUCH - Serviços de Utilização Comum dos Hospitais, a prestar serviço no Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), pararam esta segunda-feira, para protestarem contra o despedimento dos trabalhadores com contratos a prazo, os baixos salários e a falta de condições.

Os trabalhadores concentraram-se primeiro frente ao Hospital de Faro e desfilaram depois pelas ruas de Faro até à sede da administração regional de Saúde (ARS Algarve).

Os cerca de 160 trabalhadores do SUCH, os Serviços de Utilização Comum dos Hospitais que tratam da lavandaria e da alimentação aos doentes, utentes e profissionais dos hospitais de Faro e Portimão falam numa série de problemas. "Maus salários, más condições de trabalho, colegas a fazerem 12 horas de trabalho", revela Filomena.

Ela e Luísa são trabalhadoras que ganham entre 540 a 570 euros. Trabalham há 19 anos no hospital de Faro. Nalguns dias, afirmam, os locais onde trabalham chegam a atingir os 35 graus. "A gente chega a estar a trabalhar e o suor a correr". "Temos ar condicionado mas desligam como que a dizer "olha trabalhas aí com calor para saberes o que é bom", diz Luísa indignada. "Estamos a trabalhar sob represálias", garante.

Esta trabalhadora revela que há funcionários a fazerem horários ilegais sem qualquer compensação salarial. "Há uma colega que está a fazer três dias seguidos das 8 da manhã às 22h e só lhe dão uma folga de compensação".

Tiago Jacinto, dirigente do Sindicato de Hotelaria e Restauração do Algarve questiona a decisão de estarem a ser dispensados trabalhadores precários quando eles são tão necessários. Garante que nos hospitais do Algarve este greve está a ter uma boa adesão." No Hospital de Faro está praticamente a 100%, com bares e restaurante encerrados. Estão a ser prestados os serviços mínimos com fornecimento de comida aos doentes".

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