"Vai ser uma tarde de muito trabalho." Incêndio em Oleiros longe de estar extinto

A Proteção Civil adianta que a ação dos bombeiros está confinada à defesa da população e das habitações.

O incêndio que começou no domingo à tarde em Proença-a-Nova e que se alastrou aos concelhos de Oleiros e Castelo Branco continua a não dar oportunidade de extinção. A frente ativa em Oleiros preocupa as autoridades.

Em declarações aos jornalistas, o comandante operacional do Agrupamento Distrital do Centro Sul da Proteção Civil, Luís Belo Costa, adianta que o vento foi a grande influência do desenvolvimento do incêndio.

Luís Belo Costa admite que o fogo continua a não dar oportunidade de extinção. A ação dos bombeiros está confinada à defesa da população e das habitações.

"Vai ser uma tarde de muito trabalho, não vai ser possível dominar o incêndio. No início da próxima noite esperamos que os resultados comecem a ser mais favoráveis."

A Proteção Civil adianta ainda que "na linha de propagação do incêndio há uma frente de pequenas aldeias que tem sido foco de preocupação, no Concelho de Oleiros".

"Estamos atentos às aldeias que estão no Concelho de Castelo Branco e Proença-a-Nova, mas não são as de maior preocupação. No concelho de Oleiros está uma linha de propagação muito viva, onde o combustível disponível é muito elevado", admite.

Em entrevista à TSF, o presidente da Câmara de Oleiros, Fernando Marques Jorge, lembra que o fogo obrigou à retirada de 23 pessoas das aldeias de Bafareira e Rabisca e de povoações vizinhas. Esta segunda-feira, o foco de incêndio ameaçou as habitações.

Fernando Jorge afirma que há uma frente "muito grande" nas freguesias do Estreito e de Sarnadas de São Simão. "Toda a zona é povoada por aldeias muito pequenas, às vezes só com dois ou três moradores", lembra.

No domingo, dois bombeiros sofreram ferimentos graves durante o combate ao incêndio.

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