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Dois irmãos, de 12 e 15 anos, foram impedidos pelo pai de frequentarem a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, no Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, em Famalicão. Apesar do bom aproveitamento em todas as outras disciplinas, os alunos correm agora o risco de ficarem retidos, uma vez que a disciplina que não frequentaram é obrigatória.
O pai dos alunos invoca o direito de objeção de consciência para não permitir a frequência dos filhos à disciplina, que considera uma intrusão do Estado na educação dos filhos.
Ricardo Araújo Pereira defende que os argumentos do pai "abrem uma porta bastante perigosa", evocando um paralelismo com os limites da comédia: se não se pode fazer humor com Maomé, para não ofender os muçulmanos, então talvez não se possa fazer humor com filatelia, porque pode ofender os amantes do estudo e coleção de selos. Neste caso, se o pai destes alunos pode impedi-los de frequentar a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, nada garante que não surjam pais a recusar que os filhos frequentem outras disciplinas.
O humorista confessa ainda que a frequência da disciplina de Geometria Descritiva deixou marcas, e que ainda hoje acorda aos gritos com pesadelos sobre a geratriz e o cálculo da superfície curva do cone, mas que isso não foi justificação para que os seus pais o pudessem proteger da disciplina, que, tal como a de Cidadania e Desenvolvimento, é obrigatória.
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