Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
Domingo, depois das 11h00. À segunda-feira, depois das 13h00 em versão compacto

Ricardo Araújo Pereira diz que Costa levou Rio a meter "a pata na poça"

Esta semana foi confirmada a não-recondução de Vítor Caldeira para o cargo de presidente do Tribunal de Contas, sendo substituído por José Tavares. O caso esteve em análise no Governo Sombra.

O nome para o cargo de presidente do Tribunal de Contas (TC) é proposto pelo Governo ao Chefe de Estado, que pode então decidir a sua nomeação ou exoneração. A lei prevê mandatos de quatro anos, que podem ser renovados, e foi isso que se verificou desde o 25 de abril, mas este ano, os critérios foram outros: António Costa explicou que aquando a não-recondução de Joana Marques Vidal na Procuradoria-Geral da República, terá sido definido, em conjunto com o Presidente da República, o "critério do mandato único" para cargos de natureza judiciária, com o objetivo de "garantir a independência da função".

A saída de Vítor Caldeira surge pouco depois de o TC ter criticado a nova lei do Governo para a contratação pública, alertando para que a mesma possa "contribuir para o crescimento de práticas ilícitas de conluio, cartelização e até mesmo de corrupção". A coincidência lançou a polémica e choveram críticas da oposição. Telmo Correia, do CDS, acusou mesmo o Governo de afastar Vítor Caldeira por causa das suas críticas: "Quem faz trabalho sério e útil não é reconduzido. Se critica o PS, leva um par de patins e vai para casa", afirmou, durante o debate na Assembleia da República.

Já Rui Rio, líder do PSD, foi consultado sobre a escolha do novo presidente do TC e foi até determinante na escolha de José Tavares como novo presidente do TC, ressalvando que Vítor Caldeira deveria ter continuado em funções.

Para Ricardo Araújo Pereira, toda esta polémica "só demonstra, mais uma vez que António Costa é um espertalhão!" - E explica como é que o primeiro-ministro terá levado Rui Rio a meter a "pata na poça", ao envolvê-lo na escolha do novo presidente do TC.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir, sempre em tsf.pt

Recomendadas

Patrocinado

Apoio de