Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
Domingo, depois das 11h00. À segunda-feira, depois das 13h00 em versão compacto

"Tossir para o cotovelo faz pior que o coronavírus", alerta Ricardo Araújo Pereira

Na semana em que se confirmaram os primeiros casos do novo coronavirus em Portugal, nenhum membro do Governo Sombra se sentiu em condições para exercer o cargo de ministro do Vírus, porque esta não é uma questão para leigos.

Jürgen Klopp, treinador do Liverpool, deixou bem claro esse ponto, quando, em resposta a um jornalista lhe pediu a opinião sobre a Covid-19, durante uma conferência de imprensa, explicou que não compreendia como poderia a sua opinião - a de um treinador de futebol - ser considerada importante, dada a gravidade da questão, quando apenas a opinião dos especialistas deve ser levada em conta. O vídeo tornou-se viral, e foi trazido ao programa a pedido de Pedro Mexia, para reafirmar que, sobre questões técnicas, só os especialistas terão uma palavra a dizer, e esse será o limite que deve guiar as conversas nos programas de televisão, como é o caso do Governo Sombra.

João Miguel Tavares concorda que não lhe é possível ter opiniões médicas ou científicas sobre o combate ao vírus, mas terá opiniões sobre eventuais implicações políticas, sendo ainda cedo para perceber como está o Governo a gerir a crise.

O moderador Carlos Vaz Marques pergunta então a Ricardo Araújo Pereira se considera estarem reunidas as condições para continuarem a fazer o programa, tendo em conta os princípios enumerados por Klopp. O humorista acredita que sim, e sugere que as opiniões expressas no Governo Sombra não são mesmo para serem levadas a sério. O humorista, que participou no festival literário Correntes d'Escritas, na Póvoa do Varzim, acrescenta que se tem limitado a adotar as recomendações da Direção Geral de Saúde: lavar frequentemente as mãos, espirrar para a parte de dentro do braço, comportamentos que são já uma "mudança radical no meu comportamento" - sublinha.

Ricardo Araújo Pereira alertou ainda que se deve tossir para a parte de dentro do cotovelo e não para a parte exterior: "tossir para o cotovelo faz pior que o coronavírus, porque envolve o deslocamento da omoplata, deve tossir-se para a parte interior da articulação." - advertiu.

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