A estratégia de Manuel Pinho? O silêncio... por enquanto

Manuel Pinho vai manter-se em silêncio e só falará ao Parlamento depois de ser ouvido pelo Ministério Público.

Em declarações à TSF, Ricardo Sá Fernandes, advogado do antigo ministro da Economia, garantiu que, na "altura certa", compreender-se-á "porque é que Manuel Pinho ainda não falou".

O antigo ministro da Economia "entende que tem de prestar esclarecimentos primeiro ao Ministério Público (MP) e, depois, ao Parlamento", insistiu o advogado. "Há razões referentes a este processo que justificam que ele tenha essa cautela. Não posso revelar quais são essas razões neste momento, mas, a seu tempo, perceberão que há".

Ricardo Sá Fernandes disse compreender que, perante as suspeitas, sejam pedidos esclarecimentos pelo Parlamento, mas defende que cada coisa dever ser tratada a seu tempo.

"Manuel Pinho sabe que tem de prestar esclarecimentos, não só no processo, mas, também, perante o país, uma vez que foi ministro", garantiu o advogado, que revela que o antigo ministro vê a situação "com toda a normalidade".

Mas embora, aos olhos de Manuel Pinho, o pedido do Parlamento seja "legítimo", o ex-ministro entende que não deve prestar declarações antes de "saber quais são os documentos que estão a ser divulgados (e com os quais ele não foi confrontado) e sobre os quais incidem as suspeitas", esclareceu.

O advogado lamentou ainda que, 10 meses após ter sido constituído arguido, Manuel Pinho esteja ainda à espera de ser ouvido pelo MP.

Ricardo Sá Fernandes explicou que o antigo ministro da Economia "foi constituído arguido na Polícia Judiciária" e que, nesses casos, "o Ministério Público tem de validar" essa constituição e comunicá-la ao arguido. "O que ainda não foi feito", criticou o advogado, falando num atraso por parte da autoridade judiciária. "Já requeri ao juiz de instrução criminal que se pronunciasse sobre esta questão", adiantou.

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