Anselmo Crespo

O efeito "Chicão" no CDS

Foi um fim de semana particularmente frio e chuvoso em Lamego, que contrastava claramente com as altas temperaturas que se faziam sentir no interior do pavilhão multiusos que acolhia o XXVII congresso do CDS. Lá dentro, Assunção Cristas colocava bem alta a fasquia do partido: assumia-se como o principal rosto da oposição ao Governo de António Costa, deixava subentendido o objetivo de ultrapassar o PSD e atirava-se de cabeça para uma candidatura à Câmara Municipal de Lisboa. As hostes centristas deliravam com tamanha ambição.

Anselmo Crespo

O que também está em causa nestas eleições

Há quem vote sempre no mesmo. Independentemente do líder, do histórico, do partido, das incoerências ou dos erros, há quem vote num símbolo, numa cor, numa ideologia, numa ideia preconcebida, por mais datada que esteja. Há também quem vote em pessoas. Porque são mais simpáticas, porque parecem gente séria ou porque têm graça. E há, depois, aqueles para quem o voto é uma decisão complexa. Muito complexa, às vezes. Para esses, a escolha do próximo domingo pode ser difícil.

Anselmo Crespo

PAN(fleto)

Há um mérito que já ninguém pode retirar ao PAN: colocou o ambiente, os direitos dos animais e as alterações climáticas na agenda política nacional. E não é de agora. Começou há quatro anos, quando André Silva conseguiu ser o primeiro deputado do partido a ser eleito para a Assembleia da República e foi conseguindo, ao longo da legislatura, impor algumas das propostas que o partido Pessoas Animais e Natureza tem na sua agenda. Mas o grito do Ipiranga do PAN promete ser este ano. Não há político que queira atacar esta agenda, nem jornalista que ouse ignorar o crescimento nas sondagens do partido dos animais. Que o PAN vai crescer eleitoralmente, disso, não tenho dúvidas. Se esse crescimento tem substância, é outra discussão.